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Mário e Marcelo Kertész criticam o vício digital e a cultura da ausência presencial

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Mário e Marcelo Kertész criticam o vício digital e a cultura da ausência presencial

Pai e filho discutiram, durante o "Conversas inúteis sobre o que ninguém pediu" desta sexta-feira (23), como o celular esvazia relações presenciais

Mário e Marcelo Kertész criticam o vício digital e a cultura da ausência presencial

Foto: Reprodução/YouTube

Por: Metro1 no dia 23 de janeiro de 2026 às 13:39

O hábito de estar permanentemente conectado também é o habíto de estar ausente ao mesmo tempo. O tema foi debatido por Mário Kertész e Marcelo Kertész durante o Conversas inúteis sobre o que ninguém pediu, exibido nesta sexta-feira (23), na Rádio Metropole, ao refletirem sobre como o uso constante do celular tem corroído o convívio social, inclusive em situações básicas de diálogo e encontro presencial.

“Você vê, inclusive, o presidente americano Joe Biden mesmo, ele só andava saindo de helicóptero pra ir pra Casa Branca, com o celular na mão. É tão indispensável? A pergunta é a seguinte: será que é fundamental nós estarmos conectados o tempo todo? Porque você vê o seguinte, eu trabalho em uma determinada parte da tarde agora, cada vez eu vou mais cedo pra casa. Aí, rapaz, eu quero ler, eu quero ver um filme, eu não quero fazer nada. E aí começa... a porra do WhatsApp. E, instintivamente, o estúpido aqui vai e olha, e responde. Será que a gente tem que ficar conectado o tempo todo?”, questionou MK.

Ao longo da conversa, pai e filho ampliaram a reflexão para o impacto desse comportamento nas relações familiares, nos encontros cotidianos e na perda de regras mínimas de convivência, comparando o uso do celular à antiga normalização do cigarro em ambientes coletivos. Para ambos, a naturalização do excesso tecnológico revela uma ansiedade social ainda pouco enfrentada.

“Vai precisar piorar e vai precisar matar muita gente pra gente perceber que não é bom, que é ruim. Então, assim, eu não tenho dúvida que esse hábito hoje que a gente tem de estar disponível 24 horas, das pessoas, inclusive, acharem que as outras têm que estar disponíveis e responder mensagens a qualquer hora e rapidamente, eu acho que é total. Não só, como você pergunta, se é indispensável. Não só não é indispensável, ou seja, é completamente dispensável, como é uma merda”, concluiu Marcelo Kertész.

Confira o programa na íntegra: