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Secretário diz que violência contra mulher é problema estrutural ao comentar caso em MG

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"Fica um sentimento de frustração”, diz secretário sobre adiamento do júri de Mãe Bernadete
Titular de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (27)

Foto: Samanta Leite/Metropress
O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, afirmou nesta sexta-feira (27), em entrevista à Rádio Metropole, que o adiamento do julgamento de dois acusados pelo assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete causa frustração, mas respeita garantias legais. O júri, que ocorreria na terça-feira (24), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, foi remarcado para 13 de abril, com previsão de dois dias de duração.
“Diante desse adiamento a gente sempre fica frustrado porque a gente quer que aconteça o mais rápido possível para ver os responsáveis da morte dela punidos e tudo esclarecido pelo sistema de Justiça”, declarou. Segundo ele, a decisão da juíza ocorreu porque um dos acusados era assistido pela Defensoria Pública e optou por constituir advogado particular às vésperas do julgamento.
Freitas explicou que a mudança ocorreu a menos de dois dias da sessão. “Faltando 24h, 48h [para o julgamento] um dos acusados escolheu ter advogado e eles não teriam como ver um processo de mais de 2 mil páginas para fazer defesa em plenário e a juiza tomou a decisão de adiar.” Ele acrescentou que o governo se empenhou para que o inquérito fosse concluído e encaminhado ao Ministério Público, destacando que a maioria dos acusados está presa e que as provas reunidas pela Polícia Civil são consistentes.
“A morte dela e a de qualquer defensor de Direitos Humanos é um atentado à democracia. Pessoas que colocam sua vida à disposição de lutar por um mundo melhor não podem ter suas trajetórias interrompidas, ninguem pode, mas quando se pratica contra uma pessoa dessas passa uma mensagem ruim para a sociedade.” Mãe Bernadete foi morta com 25 tiros em agosto de 2023, dentro de casa, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho. Dois acusados vão a júri por homicídio qualificado, enquanto outros três serão julgados posteriormente.
Confira a entrevista na íntegra:
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