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"Fica um sentimento de frustração”, diz secretário sobre adiamento do júri de Mãe Bernadete

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Secretário diz que violência contra mulher é problema estrutural ao comentar caso em MG
Gestor avalia que episódio expõe normalização da violência e defende responsabilização

Foto: Samanta Leite/Metropress
Ao comentar sobre o caso do homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, afirmou nesta sexta-feira (27), em entrevista à Rádio Metropole, que o episódio evidencia um problema estrutural na sociedade brasileira.
“Isso tem vários nome, estamos falando dos crimes sexuais, estupro, feminicídio, mas isso tem um nome: violência contra a mulher. Nós vivemos em uma sociedade onde foi normalizado a violncia contra a mulher brasileira”, declarou. Para o secretário, o enfrentamento desse cenário passa por reconhecer a dimensão coletiva do problema.
“A violência contra a mulher não é um assunto sobre as mulheres. Não são as mulheres que praticam o crime umas contra as outras. Esse é um assunto sobre os homens, que precisam ser chamados a pagar por esses crimes”, afirmou. Segundo ele, não se trata de um fato isolado, mas de uma lógica que atravessa diferentes contextos sociais.
“Não é um caso, é uma estrutura, e uma estrutura global. Tem se transformado em uma normalização, e não tem classe social. É um problema de toda sociedade brasileira”, concluiu. O caso segue sob apuração do Conselho Nacional de Justiça, enquanto o Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou ter instaurado procedimento administrativo para investigar as denúncias.
Entenda o caso:
O homem de 35 anos acusado de manter relação com uma menina de 12 anos e a mãe da criança foram presos nesta quarta-feira (25), em Minas Gerais. A prisão aconteceu depois que a Justiça voltou atrás e decidiu restabelecer a condenação dos dois.
Antes, o desembargador havia absolvido o acusado, mas, após recurso do Ministério Público e grande repercussão do caso, mudou a decisão. Com isso, passou a valer novamente a sentença que já tinha condenado o homem pelo crime. Segundo as investigações, ele vivia com a menina, que havia deixado de frequentar a escola. A mãe também foi presa porque, de acordo com o processo, teria permitido o relacionamento.
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