Os produtores Tio Bill e Kalunga afirmaram que os trios elétricos enfrentam um cenário de evolução tecnológica, mas também de degradação estrutural. “O trio elétrico vem passando por uma evolução e uma degradação em função dos valores que são destinados para esse equipamento”, afirmou Kalunga. Segundo ele, apesar de ser um símbolo criado na Bahia e exportado para o mundo, os recursos atuais não acompanham os custos de manutenção.
Em entrevista ao programa Revele, da Rádio Metropole, Kalunga destacou a dimensão internacional do equipamento. “O trio elétrico é um palco móvel, não é um negócio abstrato. Você caminha com ele, ele enche os olhos do mundo todo. O dinheiro destinado para o trio elétrico sobreviver está muito pouco”, alertou.
Para os produtores, a redução de micaretas e de apresentações ao longo do ano compromete a conservação. “Se você deixar uma geladeira desligada durante um ano, quando for ligar, ela não vai funcionar. É a mesma coisa do trio elétrico", disse Tio Bill.
“Quem é a estrela principal? O trio elétrico é a estrela principal. E as autoridades responsáveis não estão olhando para isso”, criticou Kalunga. Segundo ele, a falta de investimento provoca quebras de som, geradores e estruturas no meio do circuito. “Está faltando um olhar para quem é a estrela maior”, concluiu.
Confira entrevista na íntegra:



