O assessor especial para assuntos de inteligência artificial da Secretaria de Educação da Bahia, Iuri Rubim, afirmou que o avanço acelerado da tecnologia exige uma mudança profunda na cultura educacional. “Estamos passando por um momento de aceleração tão grande na humanidade que antes os educadores estudavam, acumulavam conhecimento e depois iam ensinar. Como é que a gente faz isso com um conhecimento que está sempre se atualizando?”, questionou.
Em entrevista ao Metropole Mais, da Rádio Metropole, Iuri afirmou que o cenário atual exige que docentes e alunos aprendam juntos. “A gente vai ter que, como educadores, aprender que estamos aprendendo e lidar com a incompletude", disse.
Rubim destacou que, apesar da transformação tecnológica, o papel do professor permanece central. Segundo ele, os docentes trazem maturidade e responsabilidade na mediação do uso das ferramentas. “Temos o papel de dar a mão e ajudar as pessoas em desenvolvimento a se desenvolverem. Isso é próprio do professor e não vai ser substituído", pontuou.
Ao defender o uso pedagógico da inteligência artificial, Rubim sugeriu estratégias como propor textos com erros intencionais para que os alunos identifiquem e argumentem sobre as falhas. Para ele, o desafio não é proibir, mas aprender a usar a ferramenta “a favor do ensino, preservando o pensamento crítico”.
Confira entrevista na íntegra:



