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Paulo Nogueira classifica EUA como “superpotência delinquente” e Israel como “estado genocida”
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Paulo Nogueira classifica EUA como “superpotência delinquente” e Israel como “estado genocida”
Economista concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta segunda-feira (2)

Foto: Metropress
O economista brasileiro Paulo Nogueira Batista Jr. classificou como “muito grave” o momento no Oriente Médio, em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar nesta segunda-feira (2). Segundo ele, o conflito envolve uma “superpotência delinquente”, os Estados Unidos, ao lado de um “estado genocida”, Israel, e isso agrava a crise na região.
Para Batista Jr., a ideia de assassinar o líder do Irã, Ali Khamenei, foi “imbecil”, pois, ao eliminar uma figura tão respeitada internamente, tende a reforçar a coesão interna do país. O economista rebateu a narrativa de que o Irã teria provocado os Estados Unidos. "Mentira deslavada [...] o Irã estava na defensiva tentando uma solução negociável e foi apunhalado com o ataque de EUA e Israel", afirmou.
Ele ressaltou que o objetivo dos EUA com o Irã remete ao que fizeram anteriormente na Síria, Líbano e Iraque, e advertiu que o Irã estava preparado. "Irã não é a Venezuela. Ele sabe responder. Está há anos se preparando para esse momento crucial de ataque".
Quanto às implicações globais, ele afirmou que um envolvimento prolongado dos Estados Unidos em uma guerra no Oriente Médio pode reduzir a pressão geopolítica sobre a América Latina, mas alertou que isso não é motivo para alegria, pois acarretará mortes de muitos inocentes. Sobre a postura do Brasil frente à crise, Nogueira Batista Jr. apontou que a posição brasileira não tem sido forte. "O Brasil não pode sair de peito aberto, mas cautela em excesso pode sinalizar fraqueza", ressaltou.
Confira a entrevista completa:
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