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“Fascismo não voltou porque nunca foi embora”, analisa Vladimir Safatle sobre avanço de movimentos autoritários
Filósofo falou à Rádio Metropole sobre avanço de movimentos autoritários e lançou neste mês o livro "A ameaça interna: psicanálise dos novos fascismos globais"

Foto: Reprodução/Youtube
O filósofo Vladimir Safatle afirmou, em entrevista à Rádio Metropole nesta terça-feira (10), que o fascismo não deve ser entendido como uma ameaça externa às democracias, mas como um elemento presente nas próprias estruturas sociais. “Fascismo não é uma força externa que vem assombrar nossas democracias. É um elemento interno das nossas sociedades. Ele não voltou, porque nunca foi embora”, declarou.
Durante a conversa, Safatle também descreveu o fascismo como um regime marcado pela naturalização da violência e pela indiferença diante do sofrimento. “Fascismo é um tipo de violência baseada na dessensibilização e na indiferença”, afirmou. Segundo ele, esse processo produz uma estrutura social em que a violência se torna parte do funcionamento político. “A estrutura do fascismo é o regime de violência”, completou.
O filósofo também comentou o cenário político brasileiro e criticou projetos que, na avaliação dele, enfraquecem a autonomia nacional. “Tem pessoas no Brasil que querem mais que o Brasil se torne uma colônia dos EUA. Flavio Bolsonaro não quer ser presidente. Ele quer ser administrador de uma colônia”, disse, ao mencionar discursos que, segundo ele, defendem uma relação de dependência do país em relação aos Estados Unidos.
As reflexões apresentadas por Safatle fazem parte do livro “A ameaça interna: psicanálise dos novos fascismos globais”, lançado neste mês. Na obra, o autor analisa o fascismo contemporâneo a partir de uma crítica interna às sociedades democráticas, argumentando que o fenômeno emerge com força em momentos de crise e está ligado à lógica neoliberal de concorrência generalizada, mais do que a impulsos irracionais.
Confira a entrevista na íntegra:
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