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"Salvador é multicentro" diz Fernando Guerreiro no JC

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"Salvador é multicentro" diz Fernando Guerreiro no JC

Guerreiro reconheceu importância do centro histórico, mas afirmou que Salvador tem "vida própria em vários pontos da cidade"

"Salvador é multicentro" diz Fernando Guerreiro no JC

Foto: Metropress

Por: Metro1 no dia 10 de março de 2026 às 19:04

Em celebração às quatro décadas da Fundação Gregório de Matos (FGM), o presidente da entidade, Fernando Guerreiro, concedeu entrevista ao JC para falar das conquistas da gestão e projetar o futuro da cultura em Salvador. Guerreiro relembrou o desafio de reestruturar a FGM, classificando o esforço como um "trabalho de formiguinha" realizado ao lado de uma equipe crítica e técnica.

Ao falar sobre o papel da instituição, ele afirmou que “ela gerencia o apoio à cultura da cidade” por meio de editais, política dos patrimônios, lei de incentivo, que permitem “que projetos culturais aconteçam sistematicamente o ano inteiro.” Além disso, projetou as ações previstas para este ano, como editais e continuidade do programa Viva Cultura.

Um dos pontos altos da entrevista foi a defesa da descentralização. Segundo Guerreiro, Salvador é "multicentro" e a vida cultural pulsa além do Centro Histórico. “O centro histórico é importantíssimo, mas você tem hoje vida própria em vários pontos da cidade”, disse. O gestor também relembrou sua faceta como diretor, mencionando o início da carreira de Wagner Moura, que recebeu seu primeiro prêmio sob sua direção em Abismo de Rosas.

Para marcar o aniversário da FGM, ele anunciou uma homenagem especial ao músico Moraes Moreira com a instalação de uma estátua do artista na Praça Castro Alves. Guerreiro disse que na quinta-feira (11), às 17h, acontece o lançamento de uma revista comemorativa e exposição, com show de Davi Moraes, filho do artista. Questionado sobre o cenário político atual, Guerreiro se definiu como de "centro", criticando a gestão cultural do governo federal anterior, mas ressaltando a necessidade de buscar caminhos que extrapolem os editais para o teatro baiano retomar o protagonismo.

Confira a entrevista na íntegra: