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“Há 80 anos esse trabalho é o mesmo”, diz Alexandre Augusto, autor de livro sobre pedreiras da Chapada
Jornalista e fotógrafo fala sobre o livro Mulheres de Pedra, que retrata o trabalho de mulheres nas pedreiras da Chapada Diamantina

Foto: Metropress/Fernanda Vilas
A realidade de mulheres que trabalham nas pedreiras da Chapada Diamantina, no interior da Bahia, é o tema do livro Mulheres de Pedra, do fotógrafo e jornalista Alexandre Augusto, que será lançado no dia 12 de março. Em entrevista ao Jornal da Cidade desta quarta-feira (11), o autor falou sobre o processo de criação da obra, que reúne 58 fotografias sobre o cotidiano dessas trabalhadoras.
Segundo Alexandre, a atividade retratada nas fotografias do livro revela como determinadas realidades sociais permanecem praticamente inalteradas ao longo das décadas. “Nessa de pesquisar pedra, me bati com um painel de Diego Rivera. Ele tinha um painel pintado em 1943, ou seja, essa mesma atividade é executada em pleno século 20 por mulheres baianas. Ou seja, o mundo mudou, mas não mudou, né? A internet tá aí, tá digital, a Inteligência Artificial tá aí, mas tem gente que, há 80 anos, desempenhava esse tipo de trabalho com as mesmas ferramentas”, disse.
Durante a conversa, o fotógrafo também comentou sobre as transformações tecnológicas na fotografia e destacou que o olhar do fotógrafo é mais importante que o equipamento utilizado. “Eu não acho que essa visão da câmera ser mais importante que o celular já uma visão meio preconceituosa. Acho que é só o equipamento, se é uma câmera digital, uma câmera analógica ou um iPhone. É o ser humano que vai fazer a diferença.”, diz Alexandre Augusto.
Ele também relembrou experiências pessoais para ilustrar como a tecnologia ampliou as possibilidades de registro. “Porque hoje o iPhone você pode botar ele no modo manual e fazer o que quiser. É a questão da tecnologia a nosso favor. Eu vejo que, por exemplo, antigamente, se eu fizesse uma viagem e usasse filme, eu só ia saber se a foto prestou ou não quando chegasse em casa e revelasse. Imagine, Sebastião Salgado fazia os livros dele e demorava sete anos para fazer um livro.”, afirmou.
O lançamento do livro acontece no dia 12 de março, das 19h às 21h, na Rua Dr. Chrysippo de Aguiar, nº 8, 3º andar, no bairro da Vitória, em Salvador.
Confira na íntegra:
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