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“Crianças autistas estão sem suporte nas escolas”, denuncia presidente de coletivo
Relatos apontam ausência de profissionais nas escolas e dificuldades no acesso a tratamentos

Foto: Metropress/Fernanda Villas
A realidade de crianças autistas e de suas famílias em Salvador foi marcada por denúncias de falta de assistência na educação e na saúde durante o Dia Nacional de Conscientização sobre o Autismo, nesta quinta-feira (2). Em entrevista ao programa Metropole Mais, integrantes do Coletivo Autismo, Família e Direito relataram dificuldades como a ausência de profissionais de apoio nas escolas e negativas de atendimento por planos de saúde.
A presidente do coletivo, Thaís Melo, destacou a ausência de profissionais de apoio nas escolas municipais. “As crianças estão matriculadas na rede municipal, mas as famílias não podem dar continuidade à escola. Foi proposto, inclusive, que uma ADI fosse compartilhada entre três crianças, mas por lei é um profissional para cada uma, porque cada criança tem uma necessidade”, afirmou. Segundo ela, o acompanhante de desenvolvimento infantil (ADI) é essencial para auxiliar nas atividades básicas e garantir a permanência dos alunos em sala.
Thaís também ressaltou que a legislação brasileira assegura esse direito. “Através da Lei Berenice Piana, a gente não está falando de favor, está falando de obrigação. Todas as crianças devem estar em escolas regulares com o apoio dessas ADIs”, disse. Ela ainda alertou que, sem esse suporte, professores não conseguem atender adequadamente alunos com diferentes níveis de suporte dentro da sala de aula.
Já a diretora do coletivo, Adriana de Andrade, relatou os desafios enfrentados pelas mães atípicas no acesso à saúde. “Ser mãe atípica é viver na corda bamba. Eu durmo hoje com um problema e acordo amanhã com dois ou três. Muitas vezes, o plano de saúde nega atendimento ou faz cancelamento unilateral por conta do autismo”, afirmou. Ela também criticou a interrupção de tratamentos e a falta de qualidade em serviços oferecidos, destacando a necessidade constante de recorrer à Justiça para garantir atendimento adequado.
Confira na íntegra:
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