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Adriana Oliveira critica pressa no jornalismo: “A responsabilidade precisa vir primeiro”
Jornalista destaca os riscos da velocidade na informação e defende compromisso ético no exercício da profissão

Foto: Metropress/Fernanda Villas
A jornalista Adriana Oliveira defendeu um exercício mais responsável e sensível da profissão durante entrevista ao programa Metropole Mais, nesta quarta-feira (8). Às vésperas do lançamento do livro Cartas de uma repórter, ela destacou o impacto do jornalismo na sociedade e o peso do uso da palavra no cotidiano da prática profissional.
Segundo Adriana, o jornalismo carrega uma dualidade que exige atenção constante. “A palavra pode salvar, mas também pode destruir. O jornalismo informa, mas também pode desinformar”, afirmou, ao reforçar que a responsabilidade deve estar no centro do trabalho, independentemente da pressão por rapidez.
A autora também criticou a lógica da instantaneidade, especialmente no ambiente digital, e ressaltou que a pressa não pode comprometer a qualidade da informação. Para ela, o compromisso do jornalista começa no âmbito individual e se estende ao coletivo, a partir da escuta e da forma como as histórias são contadas.
Ao abordar a cobertura de casos de violência, Adriana destacou a importância do posicionamento ético e da escuta ativa. “Não é tomar partido, mas é cobrar, é não deixar esquecer. Às vezes, ouvir alguém em dor já é o acolhimento que essa pessoa precisa”, disse, ao lembrar experiências vividas ao longo da carreira.
Para a jornalista, os desafios enfrentados pela profissão refletem o momento da sociedade. Ainda assim, ela defende que o caminho está no resgate de um jornalismo mais humano. “Não existe outro jornalismo. O que precisa existir é um jornalismo humanizado”, concluiu.
Confira na íntegra:
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