Terça-feira, 14 de abril de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Rádio Metropole

/

Bellintani vê em Trump “estratégia do limite” e possível desejo de ficar para história

Rádio Metropole

Bellintani vê em Trump “estratégia do limite” e possível desejo de ficar para história

Participação no Jornal da Metropole no Ar desta terça-feira (14) analisa comportamento político do presidente dos EUA

Bellintani vê em Trump “estratégia do limite” e possível desejo de ficar para história

Foto: Reprodução/YouTube

Por: Metro1 no dia 14 de abril de 2026 às 13:01

Um possível desejo do Presidente dos EUA, Donald Trump, de se perpetuar na história, associado a movimentos de tensão internacional, foi analisado pelo empresário Guilherme Bellintani durante participação no Jornal da Metropole no Ar desta terça-feira (14). Na análise, o empresário, apontou que há uma combinação entre simbolismo, apoio de elites e uma estratégia política baseada em testar limites, inclusive nos episódios envolvendo o Irã.

“Veja que a estratégia de Trump não é ir somando, fazendo um crescimento linear do seu projeto, é sempre ele vai no teste e recua, vai no teste e recua, vai no limite do teste. Então, a própria coisa de dizer que ele destruiu uma civilização, ele já sabia que ele não ia destruir uma civilização nenhuma naquela história do Irã ali na terça de noite. Ou dizer agora que vai anexar a Groenlândia, e não anexou a Groenlândia coisa nenhuma, então sempre tem uma ideia de chegar no limite, ver o quanto aquele limite pode ser aceito”, disse.

Bellintani detalha que essa lógica se traduz em ações que avançam até o extremo e recuam conforme o risco, como ameaças de destruição e anexações não concretizadas. Segundo ele, a dinâmica revela um padrão de experimentação política, em que o líder mede a reação pública e institucional antes de decidir avançar ou retroceder, dentro de um sistema que ainda impõe freios.

“É muito difícil você ver uma ascensão de poder de forma tão representativa em qualquer país relevante do mundo que não tenha a grande elite por trás, não estou dizendo que não pode acontecer, mas que é muito difícil de acontecer. Mas eu acho que tem uma conexão aí com a opinião pública e com quem, no final das contas, decide o voto, que é cada voto individualmente somado, que vai dar maioria ali, que é indiscutível, e que é próprio de vários movimentos que aconteceram nos últimos 10 anos aí da centro-direita e da extrema-direita, e que lida com isso o tempo todo, com a estratégia do limite”, concluiu.

Confira a participação na íntegra: