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Jean Wyllys critica negacionismo da ditadura e aponta “falha de memória” no Brasil

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Jean Wyllys critica negacionismo da ditadura e aponta “falha de memória” no Brasil

Ex-deputado relaciona desinformação, ausência de luto histórico e instabilidade política no país

Jean Wyllys critica negacionismo da ditadura e aponta “falha de memória” no Brasil

Foto: Fernanda Vilas Boas/Metropress

Por: Metro1 no dia 17 de abril de 2026 às 19:00

Atualizado: no dia 17 de abril de 2026 às 19:45

O jornalista e ex-deputado federal Jean Wyllys afirmou que o negacionismo em torno da ditadura militar revela um problema estrutural no Brasil. “Tem gente que não acredita nisso, até hoje. Que tem descrença em relatos de tortura. Quem não acredita é gente enganada pela desinformação”, disse, ao citar registros históricos desse período. 

Em entrevista ao Jornal da Cidade, Wyllys relembrou o impacto que teve ao entrar em contato com relatos de violência ainda na adolescência, destacando a brutalidade dos depoimentos. “Eu acho lamentável que alguém duvide que houve tortura, porque tem sobreviventes”, afirmou. Ele também criticou discursos que defendem o retorno do regime militar: “Tem gente que duvida e defende a volta da tortura”, pontuou.

O ex-parlamentar avaliou que o país enfrenta dificuldades em lidar com sua própria história, o que contribui para a repetição de narrativas distorcidas. “O Brasil é um país que não faz os devidos lutos. Não fazemos um trabalho de memória”, explicou. Segundo ele, a ausência de reflexão sobre episódios como a escravidão e a ditadura abre espaço para que novas gerações questionem fatos históricos ou romantizem períodos autoritários.

Wyllys também comentou o papel das Forças Armadas na formação política do país, relacionando episódios históricos à instabilidade institucional. “A própria República Brasileira é proclamada por militares”, afirmou, acrescentando que essa origem impacta o desenvolvimento político nacional. Para ele, “essa República proclamada por militares nunca poderia dar certo por completo”, indicando que a influência militar na vida civil permanece como um fator de tensão ao longo da história brasileira.

Confira a entrevista completa: