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Eleitor idoso cresce, é ativo nas redes sociais e pode decidir eleição apertada, analisa sociólogo
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Eleitor idoso cresce, é ativo nas redes sociais e pode decidir eleição apertada, analisa sociólogo
Em entrevista à Rádio Metropole, Paulo Baía aponta perfil mais crítico e projeta disputa com margem mínima

Foto: Reprodução/Youtube
O sociólogo Paulo Baía afirmou que o avanço do eleitorado idoso e seu comportamento nas redes sociais devem ser decisivos nas próximas eleições. Em entrevista à Rádio Metropole, nesta quarta-feira (22), ele destacou que pessoas com mais de 60 anos já representam cerca de 25% do eleitorado, enquanto jovens de 16 a 25 anos somam 11%, segundo levantamento da Nexo com dados dos TREs.
Segundo Baía, esse público está conectado, mas não se limita a conteúdos superficiais. “Esse eleitor está muito presente nas redes sociais, mas ele lê bastante e não se deixa fixar pelas mensagens rápidas”, afirmou. Para o sociólogo, isso torna o grupo mais crítico e exigente nas avaliações políticas.
Ele também apontou que esse eleitor carrega uma memória recente dos governos Jair Bolsonaro e Michel Temer, além de demonstrar insatisfação com a gestão atual de Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele tanto não gosta do que aconteceu no governo Bolsonaro como tem uma insatisfação difusa no governo Lula”, disse.
Para Baía, esse cenário tende a se repetir nas próximas eleições. “Há uma tendência de empate estrutural, que deve ser definido por uma margem de 1 a 4 milhões de votos”, avaliou. Ele também ressaltou que o eleitor idoso não é necessariamente conservador: “O idoso não é conservador, ele é mais exigente”.
Confira a entrevista na íntegra:
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