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Juliana Dal Piva aponta contradição entre denúncias e viabilidade eleitoral de Flávio Bolsonaro

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Juliana Dal Piva aponta contradição entre denúncias e viabilidade eleitoral de Flávio Bolsonaro

Jornalista concedeu entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta segunda-feira (27)

Juliana Dal Piva aponta contradição entre denúncias e viabilidade eleitoral de Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 27 de abril de 2026 às 12:37

A possibilidade de Flávio Bolsonaro se consolidar como candidato competitivo à Presidência causa estranhamento mesmo diante de um histórico amplamente documentado de denúncias envolvendo o clã familiar. A avaliação é da jornalista investigativa Juliana Dal Piva, autora de "O Negócio do Jair", em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta segunda-feira (27), ao comentar a recepção pública de uma pré-candidatura.

“Eu tenho bastante dificuldade também, do ponto de vista lógico, de compreender como é que as pessoas estão entrando em contato e decidindo, de maneira automática, pelo nome do Flávio. [...]. Inclusive, porque foi ontem, foi ontem, 2020, novembro de 2020, que é quando o Flávio Bolsonaro é denunciado por um desvio de, pelo menos, 6 milhões de reais”, disse.

A jornalista relembrou que as investigações conduzidas por ela e outros repórteres detalharam esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e vínculos com milícias, envolvendo não apenas o senador, mas o entorno familiar ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Dal Piva, os dados financeiros e patrimoniais tornam difícil dissociar a trajetória política de práticas ilícitas.

“Como teve roubo de dinheiro público, como teve lavagem de dinheiro, como patrimônio, não tem como separar o patrimônio do Flávio, o que é dele, pelo salário da legislação, para o dinheiro do esquema sujo. Não tem como separar isso. É o que ficou claro quando você olha para os dados financeiros do Flávio”, disse.

A análise da autora também dialoga com seu trabalho recente na série Bandidos de Farda, que amplia o olhar sobre estruturas de poder, violência e impunidade no Brasil. Para ela, a permanência desse capital político, mesmo após anos de revelações, indica que o peso do sobrenome ainda opera como ativo eleitoral, independentemente das controvérsias documentadas.

Confira a entrevista na íntegra: