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“O que sobra para o governo é jogar parado”, diz Juliano Spyer sobre relação com evangélicos

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“O que sobra para o governo é jogar parado”, diz Juliano Spyer sobre relação com evangélicos

Pesquisador vê desalinhamento como desafio eleitoral

“O que sobra para o governo é jogar parado”, diz Juliano Spyer sobre relação com evangélicos

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 30 de abril de 2026 às 10:12

A relação entre o governo federal e o eleitorado evangélico foi analisada pelo antropólogo, escritor e pesquisador Juliano Spyer durante entrevista ao Jornal da Bahia no Ar nesta quinta-feira (30). Para ele, o cenário atual exige cautela por parte do governo diante de um grupo que tem peso crescente nas eleições.

“Do ponto de vista da religião para as nossas eleições, o que sobra para o governo nesse momento é jogar parado. Não fazer mais besteira. Já está na segunda eleição, diz que quer falar com os evangélicos, e que infelizmente não consegue fazer isso de maneira natural. Não tem linguagem, vocabulário, interesse. Precisa de uma abertura e um desejo de dialogar. Nesse momento é uma situação delicada”, afirmou.

Ao comentar episódios recentes, Spyer apontou falhas de comunicação que, segundo ele, ampliaram o distanciamento. “Um problema de comunicação que o governo criou esse ano durante o Carnaval do Rio de Janeiro com aquela ala ‘neoconservadorismo em conserva’, ridicularizando uma coisa que é fundamental para os evangélicos que é a família e criando para si o desconforto. Jogar parado é evitar entrar em situações que possam dar margem para que o governo demonstre sua falta de sintonia com esse grupo”, disse.

O pesquisador também destacou o peso eleitoral do segmento religioso. “O censo cravou 26% de eleitores evangélicos, mas entendo que isso esteja subestimado”, avaliou, ao indicar que o grupo pode ter influência ainda maior no pleito de 2026.

Spyer ainda analisou a movimentação política dentro desse campo, apontando mudanças de apoio entre lideranças religiosas. “As igrejas evangélicas mais influentes fizeram campanha clara para Tarcísio, inicialmente como vice de Michelle. Com o crescimento de Flávio, esses pastores perderam o argumento de que Flávio era inviável”, concluiu.

Confira entrevista na íntegra: