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Bellintani critica “fatalismo” sobre fim da escala 6x1 e diz que não vai quebrar a economia

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Bellintani critica “fatalismo” sobre fim da escala 6x1 e diz que não vai quebrar a economia

Empresário defende que redução da jornada pode ser absorvida pelo mercado e afirma que economia tende a se reorganizar

Bellintani critica “fatalismo” sobre fim da escala 6x1 e diz que não vai quebrar a economia

Foto: Metropress/Catarina Queiroz

Por: Metro1 no dia 05 de maio de 2026 às 14:18

O empresário Guilherme Bellintani, em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar, afirmou que a discussão sobre o fim da escala 6x1 é cercada por um “fatalismo” exagerado e defendeu que a economia tende a se ajustar às mudanças na jornada de trabalho. “Sempre que a gente mexe com uma coisa que está instituída há décadas, a tendência é do fatalismo, né? Dizer: ‘Ah, agora se mudar para 5 por 2 o mundo vai acabar, o empresariado vai sofrer’”, disse.

Falando também a partir da experiência como empresário, ele ponderou que mudanças na carga horária não representam, necessariamente, impactos negativos estruturais. “Eu sou empresário, eu tenho, de certa forma, o sistema de horas de trabalho das pessoas que trabalham comigo e nos meus projetos como uma coisa muito relevante […] mas eu acho que o mundo econômico se equilibra nesse aspecto”, afirmou. Para Bellintani, reduções como de 44 para 40 horas semanais são absorvíveis. “Isso se ajusta na própria arrumação da escala”, completou.

Como exemplo, o empresário citou mudanças anteriores na legislação trabalhista, como a regulamentação de direitos para trabalhadoras domésticas, que também gerou temor no mercado. “Todo mundo dizia que a partir dali todo mundo ia se desempregar, que ninguém ia ter mais empregado […] mas tudo repercute, gera emprego em outros setores”, avaliou, destacando efeitos indiretos como o aumento do movimento em restaurantes e serviços de delivery.

Bellintani também chamou atenção para a necessidade de conectar o debate da jornada de trabalho às transformações no mercado impulsionadas pela tecnologia e a inteligência artificial. “Me parece muito realista a ideia de que daqui a 3, 4, 5 anos, uma parte representativa dos empregos não será exatamente igual como é hoje”, disse. Segundo ele, o momento atual é comparável ao surgimento da internet e exige novas formas de pensar trabalho e produtividade.

Confira na íntegra: