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Da China, Jaques Wagner critica rejeição de Messias ao STF e rebate acusações de responsabilidade na decisão
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Da China, Jaques Wagner critica rejeição de Messias ao STF e rebate acusações de responsabilidade na decisão
Senador afirmou à Rádio Metropole que houve “ódio plantado” contra o ministro e classificou como “deplorável” a busca por culpados após derrota na sabatina

Foto: Lorena Alves/Metropress
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), classificou como “absurda” a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e rebateu críticas de que teria atuado de forma insuficiente para aprovar a indicação. A declaração aconteceu em entrevista à Rádio Metropole, nesta quarta-feira (6), enquanto o senador cumpre agenda na China.
Wagner afirmou que a decisão dos senadores desconsiderou o que prevê a Constituição sobre a prerrogativa do presidente da República. “O primeiro absurdo foi a decisão de rejeitar o nome de Messias”, disse, acrescentando que “a Constituição diz que a prerrogativa de indicação é do presidente da República”.
O senador destacou a trajetória de Messias e defendeu que o indicado atendia aos critérios exigidos. Segundo ele, o advogado-geral da União tem “reputação ilibada e notório saber jurídico”, além de ter atuado por duas décadas na Advocacia-Geral da União (AGU).
Ao comentar o processo no Senado, Wagner criticou o que chamou de desvio de finalidade da sabatina. “Não era a eleição do Messias, era a confirmação da indicação do presidente da República”, afirmou. Para ele, o episódio transformou-se em uma disputa política. “As pessoas resolveram fazer da Sabatina e da votação do Messias uma espécie de antecipação eleitoral”.
O parlamentar também sugeriu que interesses políticos influenciaram o resultado, citando a preferência de parte dos senadores pelo nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco. Ainda assim, ponderou: “Respeito quem gostaria de ver Rodrigo Pacheco, mas a indicação é prerrogativa do presidente”.
Resposta às acusações
Wagner rejeitou as críticas de que teria contribuído para a derrota de Messias e afirmou que atuou para viabilizar a aprovação. “Fiz várias reuniões, conversei com muita gente defendendo o nome de Messias”, disse. “Em vez de buscar uma solução, querem buscar o culpado”, afirmou, acrescentando que está “absolutamente tranquilo com a minha consciência, com o meu trabalho”.
Wagner também disse ter o respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Do ponto de vista de quem me interessa a confiança, que é a dele, eu tô absolutamente tranquilo”, declarou.
Sobre conversas com parlamentares da oposição, o senador afirmou que fazem parte da articulação política. “Para aprovar a matéria do presidente Lula, eu converso com muita gente da oposição, porque nós não temos uma maioria consolidada”, declarou.
Confira a entrevista na íntegra
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