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Janio de Freitas aponta possível estratégia dos EUA sobre Cuba em agendas de Trump

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Janio de Freitas aponta possível estratégia dos EUA sobre Cuba em agendas de Trump

Segundo jornalista, agendas simultâneas fazem parte de estratégia dos EUA para alinhar atores internacionais diante de possível ação sobre Cuba

Janio de Freitas aponta possível estratégia dos EUA sobre Cuba em agendas de Trump

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 06 de maio de 2026 às 12:44

A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos para encontrar Donald Trump pode esconder motivações não reveladas pela imprensa, segundo avaliação do jornalista Janio de Freitas. A análise foi feita durante o programa Três Pontos desta quarta-feira (6), ao apontar lacunas na cobertura sobre o encontro e seus desdobramentos diplomáticos.

“Não só a imprensa brasileira, a imprensa americana também, a imprensa geral das agências. Estão muito concentradas em conversas sobre minerais estratégicos, sobre acordos tecnológicos e não sei mais o quê. Mas repara o seguinte. Na segunda-feira, o Lula recebe um telefonema do Trump, propondo o encontro lá em Washington. Então, na quinta-feira, amanhã. Na mesma segunda-feira, o governo americano informa que Marco Rubio, Secretário de Estado [dos EUA], vai viajar ao Vaticano para conversar com o Papa Leão XIV, crítico da política externa de Trump”, disse.

Na avaliação de Janio de Freitas, a coincidência de agendas indica articulação estratégica da Casa Branca. Ele sustenta que o movimento simultâneo envolvendo Lula e o secretário de Estado Marco Rubio não é casual, sugerindo uma pauta comum que extrapola os temas divulgados publicamente e envolve interesses geopolíticos dos EUA.

“Cuba, a meu ver, é a razão da ida de Marco Rubio ao Vaticano, decidida na segunda-feira, com agenda para quinta-feira negociada na segunda-feira, e do encontro do telefonema na mesma segunda-feira, para o Planalto, com a breve conversa de Lula e Trump, agendado para quinta-feira também, amanhã, um encontro em Washington. Cuba, outra vez, visada para uma violência americana”, concluiu.

Confira o programa na íntegra: