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“Sem inteligência e tecnologia não se enfrenta o crime organizado”, diz Pedro Maia

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“Sem inteligência e tecnologia não se enfrenta o crime organizado”, diz Pedro Maia

Procurador-geral afirma que Bahia vive cenário desafiador, mas aponta redução nos índices de violência

“Sem inteligência e tecnologia não se enfrenta o crime organizado”, diz Pedro Maia

Foto: Samanta Leite/Metropress

Por: Metro1 no dia 07 de maio de 2026 às 09:31

Atualizado: no dia 07 de maio de 2026 às 09:58

O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, afirmou nesta quinta-feira (7), em entrevista à Rádio Metropole, que o enfrentamento ao crime organizado exige inteligência, tecnologia e integração entre as forças de segurança. Segundo ele, o Ministério Público da Bahia tem direcionado orçamento e estrutura para áreas consideradas estratégicas, como segurança pública e sustentabilidade.

Durante a entrevista, Pedro Maia destacou o fortalecimento do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que, segundo ele, realizou nos últimos dois anos mais operações do que em toda a sua história, resultado atribuído ao aumento de investimentos em inteligência e tecnologia. 

"Hoje, sem tecnologia, não se enfrenta o crime organizado. Temos duas premissas: a quebra da logística do crime e asfixia financeira, articulada com outras áreas do MP. Temos investigações em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, as  polícias e Bombeiros. Precisamos de atuação integrada com todas as forças de segurança", afirmou. Pedro Maia pontuou ainda que muitas lideranças criminosas já estão presas e que parte significativa dos mandados cumpridos em operações recentes ocorre dentro do sistema prisional.

Na entrevista, o procurador também alertou para o avanço de organizações transnacionais no Nordeste, que utilizam métodos de domínio territorial e intimidação da população. Apesar de reconhecer a gravidade da situação, ele afirmou que a Bahia apresenta melhora gradual nos indicadores de segurança. “Segurança também é sentimento”, disse, ao defender ações articuladas para evitar que o clima de medo afete setores como economia e turismo.