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“Tarifa cara e transporte péssimo”, diz Carlos Muniz sobre sistema de ônibus de Salvador
Vereador defendeu participação dos governos estadual e federal para enfrentar problemas do sistema

Foto: Luan Borges/Metropres
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz, afirmou em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar nesta sexta-feira (8) que a crise do transporte público da capital baiana não pode ser solucionada apenas pela prefeitura e defendeu uma atuação conjunta entre município, governo estadual e governo federal.
Segundo Muniz, a gestão municipal já adotou medidas para tentar reduzir o impacto da tarifa, incluindo a retirada de tributos que incidiam sobre o sistema. Ainda assim, ele afirmou que o cenário financeiro das empresas de ônibus impede melhorias mais amplas no serviço.
“O problema do transporte público, Bruno Reis poderá resolver sozinho? Não. Se o município pudesse ter resolvido esse problema, já teria resolvido. O município retirou todos os impostos que eram cobrados antes, porque sabia que eles entravam na tarifa. Só que nós precisamos do governo do Estado e do governo federal para resolver esse problema”, declarou.
O vereador também criticou a qualidade do transporte oferecido à população e classificou a tarifa como elevada diante das condições do serviço prestado. Para ele, o atual modelo gera prejuízos para as empresas e compromete diretamente a operação do sistema.
“Nós temos uma tarifa cara, em um transporte público péssimo e quem paga isso é só a população. Temos que dar uma solução”, afirmou. Muniz acrescentou que empresas que operam no prejuízo enfrentam dificuldades para renovar a frota e cumprir adequadamente os horários das linhas.
“Quando tem uma empresa como a de Salvador, que em todas as contas sai no prejuízo, ela não vai gerar um bom serviço. Não tem condições de ter carros novos, de estar nos horários obrigatórios”, disse.
Durante a entrevista, o presidente da Câmara também relatou preocupação com a realidade enfrentada diariamente pelos usuários do transporte coletivo em Salvador. “Eu digo a Bruno que não teria coragem de colocar minha mãe, se fosse viva, num ponto de ônibus em horário de pico para ela pegar. Me coloco na situação da população”, declarou.
Confira a entrevista na íntegra:
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