Rádio Metropole
Aos Fatos: Jones Manoel relaciona comunismo a direitos sociais e Lula lança ação contra crime organizado

Home
/
Notícias
/
Rádio Metropole
/
Bellintani aponta busca por status e cultura da aparência como combustível do capitalismo
Empresário destacou impactos da obsolescência programada e da cultura da comparação

Foto: Reprodução/Youtube
A cultura da aparência, o consumo desenfreado e a pressão social por status foram analisados pelo empresário Guilherme Bellintani durante participação no Jornal da Metropole no Ar desta terça-feira (12). Na análise, o empresário apontou que o pensamento capitalista contemporâneo estimula não apenas a troca constante de produtos, impulsionada pela obsolescência programada, mas também uma lógica de comparação social baseada na imagem e na ostentação.
“E são duas grandes coisas aí desse processo de consumo, né? O primeiro é o equipamento em si, que ele é programado para durar tanto tempo. Como o Mário falou assim, a lâmpada é programada para queimar depois de X vezes. O celular é programado para começar a dar bug, não sei o quê [...] E são coisas que ele não têm conserto. No final, é mais barato comprar outra do que consertar aquela”, analisou.
Bellintani detalha que esse modelo ultrapassa a lógica dos aparelhos e alcança diretamente o comportamento social e financeiro das pessoas. Segundo ele, a necessidade de aparentar sucesso e pertencimento leva muitos consumidores a priorizarem bens de alto valor simbólico, mesmo sem estabilidade patrimonial, dentro de uma dinâmica alimentada pelas redes sociais e pela constante comparação com o outro.
“E tem um segundo ponto que é tão relevante até mais do que isso, que é o sobrevisto, digamos assim, imagético, né? Ou até do status [...] Então tem muita coisa disso na formação do pensamento capitalista, né? Isso quando o cara não mora de aluguel, ele tem um carro de 300 mil, que é bem comum, né?”, completou.
Na avaliação do empresário, esse comportamento também acaba sendo naturalizado dentro das relações sociais e econômicas, criando uma percepção de sucesso diretamente ligada ao consumo visível. Bellintani pondera que, nesse cenário, o valor simbólico de determinados bens muitas vezes supera a utilidade prática ou a lógica financeira, reforçando uma dinâmica em que aparência e aceitação social passam a influenciar decisões cotidianas.
Confira o programa na íntegra:
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.