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Pedro Pondé defende forró além do São João e critica tratamento sazonal do gênero

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Pedro Pondé defende forró além do São João e critica tratamento sazonal do gênero

Cantor relaciona novo projeto musical às memórias familiares e às raízes culturais do interior baiano

Pedro Pondé defende forró além do São João e critica tratamento sazonal do gênero

Foto: Reprodução/Rádio Metropole

Por: Metro1 no dia 15 de maio de 2026 às 14:16

Atualizado: no dia 15 de maio de 2026 às 14:24

O cantor Pedro Pondé afirmou que o projeto Forró do Peu nasceu de uma relação afetiva construída a partir da história de sua família e do contato com comunidades do interior da Bahia. “Quando tocava um forró lá, todo mundo se iluminava, começava a dançar”, disse, ao falar sobre o povoado onde conheceu a avó materna.

Segundo Pondé, a experiência aproximou sua vida tanto do forró quanto do candomblé, elementos que passaram a marcar sua formação artística. “Nesse momento a religião e a música entraram na minha vida de uma forma irreversível”, afirmou. O artista destacou ainda o senso de coletividade encontrado no interior. “Foi o lugar mais rico que a gente conheceu na vida, em termos de generosidade e cumplicidade”, declarou.

Em entrevista ao Revele, da Rádio Metropole, o cantor criticou a ideia de limitar o forró ao período junino e defendeu maior valorização contínua do gênero nordestino. “Forró não é que nem panetone nem ovo de Páscoa”, disse. Para ele, enquanto ritmos ligados ao sertanejo ocupam espaço durante todo o ano, o forró tradicional ainda enfrenta uma lógica sazonal.

Além dos shows de São João, Pondé revelou que vem aprofundando pesquisas sobre a história do gênero e de artistas pouco reconhecidos pelo mercado. “Tem muitos compositores fantásticos soterrados pela história”, afirmou. O repertório do projeto reúne referências da infância do cantor, influenciada pelas músicas ouvidas pela mãe em casa, com nomes como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Geraldo Azevedo.

Confira a entrevista na íntegra: