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Janio de Freitas elogia protesto na Bienal de Veneza e define gesto como “manifestação autêntica de humanidade”
Renúncia do júri ocorreu em protesto contra presença de Israel e Rússia na mostra internacional

Foto: Reprodução/Youtube
A renúncia coletiva do júri da 61ª Bienal de Veneza, em protesto contra a presença de Israel na mostra, foi apontada pelo jornalista Janio de Freitas como um raro gesto de humanidade diante da escalada dos conflitos no Oriente Médio. Após a saída da comissão responsável pelo tradicional Leão de Ouro, a direção da Bienal decidiu transferir ao público a escolha de uma nova premiação, mas mais de 80 artistas retiraram suas obras da disputa em solidariedade ao protesto. Durante participação no programa Três Pontos, nesta quarta-feira (20), Janio afirmou que atitudes como essa se tornaram incomuns diante do avanço da violência e da normalização de guerras e genocídios no cenário mundial.
“Na Bienal de Veneza, que é o principal acontecimento mundial em termos de exposição de arte, o júri renunciou antes de exercer a sua finalidade. E renunciou em protesto contra a presença de Israel e Rússia na exposição. Como atores belicistas da atualidade, os artistas desses dois países não foram bem-vindos na comunidade da arte, que por natureza é democrática”, afirmou.
Ao comentar a repercussão do caso, Janio destacou que a reação coletiva dos artistas ocorre em um momento marcado por denúncias de genocídio em Gaza, ataques militares e escalada de tensões internacionais. Para ele, a decisão de abrir mão de prêmios e visibilidade internacional em defesa de princípios humanitários revela uma postura cada vez mais rara no cenário contemporâneo.
“São tão raras hoje as atitudes desse gênero, em protesto contra a barbaridade do genocídio, da invasão de um país por outro, essa ambição desenfreada e esse olho grande das lideranças políticas. Veneza e os artistas de Veneza tomaram uma atitude belíssima”, declarou.
Janio também comentou a reação dos artistas após a direção da Bienal de Veneza transferir ao público a escolha do prêmio principal. Segundo ele, os participantes responderam recusando qualquer premiação. O jornalista definiu o gesto como uma das “manifestações mais autênticas de humanidade” e afirmou que pessoas “desistem de um ano inteiro de trabalho em nome da sensibilidade humana”, numa tentativa de reafirmar valores civilizatórios diante da guerra e da violência global.
Confira o programa na íntegra:
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