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“Saúde mental é pautada em ciência”, afirma psicóloga ao alertar sobre falsos terapeutas
Especialista afirmou que falta de regulamentação permite que pessoas sem qualificação atuem como terapeutas e alertou para riscos de práticas sem comprovação científica

Foto: Reprodução/YouTube
A psicóloga Ana Paula Nunes alertou, em entrevista ao Jornal da Cidade, nesta quarta-feira (27), para os riscos da atuação de falsos terapeutas e defendeu que pacientes busquem profissionais com formação reconhecida e respaldo científico. Segundo ela, a ausência de regulamentação da profissão de psicoterapeuta no Brasil permite que qualquer pessoa atue na área, mesmo sem qualificação adequada.
“Hoje no Brasil, qualquer pessoa pode fazer um curso técnico, um curso profissionalizante ou não fazer curso nenhum e abrir seu Instagram, abrir qualquer espaço e se dizer terapeuta ou psicoterapeuta”, afirmou.
Doutora e mestre em Medicina e Saúde pela Universidade Federal da Bahia, Ana Paula destacou que tratamentos na área da saúde mental devem ser baseados em evidências científicas. “Saúde mental é pautada em ciência. Existem diversos ensaios clínicos, diversas pesquisas, que fundamentam e que dão evidência de que algumas técnicas funcionam e outras não”, disse.
A especialista também afirmou que algumas práticas já são consideradas prejudiciais. “Já é consenso de que algumas chamadas terapias, inclusive, são danosas para algumas pessoas, para alguns pacientes”, declarou.
Durante a entrevista, Ana Paula explicou que existe uma mobilização de psicólogos para regulamentar a profissão de psicoterapeuta no Congresso Nacional. Segundo ela, a proposta busca limitar a atuação a psicólogos e psiquiatras, mas ainda enfrenta um longo caminho até eventual aprovação.
Ela também orientou pacientes a verificarem se os profissionais são vinculados a conselhos de classe e seguem códigos de ética. “Se esse profissional não tem um código de ética que rege a profissão dele, ele faz as suas próprias regras”, afirmou.
A psicóloga recomendou ainda que pacientes procurem uma segunda opinião ao identificar comportamentos considerados inadequados durante atendimentos. “O mais importante é tentar buscar uma terceira opinião que possa validar, de um outro profissional, se a pessoa tiver algum estranhamento de alguma conduta ou de alguma ação”, concluiu.
Confira entrevista na íntegra:
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