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Adelmário Coelho defende teto contra cachês milionários no São João: "Nenhum forrozeiro recebe esse valor"

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Adelmário Coelho defende teto contra cachês milionários no São João: "Nenhum forrozeiro recebe esse valor"

Cantor comenta fiscalização do MP sobre cachês no São João e afirma que debate atinge grandes atrações fora do forró tradicional

Adelmário Coelho defende teto contra cachês milionários no São João: "Nenhum forrozeiro recebe esse valor"

Foto: Fernanda Vilas Boas/Metropress

Por: Metro1 no dia 28 de maio de 2026 às 14:33

Atualizado: no dia 28 de maio de 2026 às 14:40

Durante entrevista ao Revele, da Rádio Metropole, nesta quinta-feira (28), o cantor e compositor Adelmário Coelho comentou a polêmica envolvendo os altos cachês pagos a artistas no São João do interior da Bahia. O tema já havia sido abordado em reportagem no Jornal Metropole sobre a atuação do Ministério Público (MP) na fiscalização desses contratos.

Ao ser questionado sobre a chamada “explosão de cachês” e a atuação do MP diante dos valores milionários, o artista avaliou positivamente a iniciativa dos órgãos de controle. Adelmário também comentou a criação de parâmetros para os contratos, citando o limite de R$ 700 mil utilizado como referência pelo Ministério Público e tribunais de contas.

“Eu achei louvável. Quando eles chegaram a limitar esse teto de 700 mil, eu digo para você aqui uma afirmação: nenhum forrozeiro ou forrozeira chega nem, digamos assim, na poeira de um valor desse”, disse. Para ele, o debate não atinge a cena tradicional do forró. “Esse diálogo não é com os forrozeiros. Esse diálogo é para aqueles artistas que cobram valores astronômicos para tocar outros ritmos no São João", explicou. 

O cantor ainda refletiu sobre a lógica do mercado e a responsabilidade dos gestores públicos na contratação de atrações de alto custo. “Se o cara hoje cobra 2 milhões, é porque tem gente pagando e ele tem mérito. Mas uma coisa é certa: forrozeiro que vier ganhar 700 mil hoje, meu amigo, é uma realidade muito distante”, afirmou, acrescentando que cabe ao poder público reavaliar as prioridades do município, a fim de preservar a cultura tradicional do São João. 

Confira entrevista na íntegra: