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Direita busca candidatura viável, mas segue dependente do capital eleitoral de Bolsonaro, avalia Wilson Gomes

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Direita busca candidatura viável, mas segue dependente do capital eleitoral de Bolsonaro, avalia Wilson Gomes

Cientista político concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta segunda-feira (1º)

Direita busca candidatura viável, mas segue dependente do capital eleitoral de Bolsonaro, avalia Wilson Gomes

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 01 de junho de 2026 às 11:12

Atualizado: no dia 01 de junho de 2026 às 11:29

As recentes polêmicas que ligam o senador Flávio Bolsonaro ao empresário Daniel Vorcaro expõem uma disputa antecipada pela liderança do campo conservador para as eleições de 2026. A avaliação foi feita pelo cientista político Wilson Gomes durante entrevista à Rádio Metropole nesta segunda-feira (1º).

Segundo Gomes, o desgaste provocado pelo caso interessa politicamente à esquerda, que teria como estratégia manter o tema em evidência pelo maior tempo possível. "A esquerda quer que isso se alongue por mais tempo para que o candidato chegue sem fôlego no final", afirmou.

Por outro lado, o cientista político avalia que a direita tem interesse em encerrar rapidamente a controvérsia. Na análise dele, o campo conservador precisa preservar um nome competitivo para a disputa presidencial, mas enfrenta dificuldades porque continua dependente do eleitorado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"A direita quer sair disso o mais rápido possível porque precisa de uma candidatura possível, mas depende dos votos de Bolsonaro", disse.

Wilson Gomes observou que existe um impasse dentro do próprio bolsonarismo. Segundo ele, embora setores da direita procurem construir alternativas para 2026, a família Bolsonaro não tem interesse em abrir mão antecipadamente do protagonismo político. "Para os Bolsonaros não é vantagem dar o lugar agora porque, se saírem, não voltam mais", avaliou.

O cientista político afirmou ainda que há movimentações nos bastidores para fortalecer nomes capazes de herdar o capital político do ex-presidente. No entanto, considera que esse processo esbarra na dificuldade de transferir os votos do bolsonarismo para outro candidato. "Não é falta de quadro. É falta de um quadro que possa herdar os 20% de Bolsonaro e fazer disso o seu próprio patamar eleitoral. A melhor hipótese para a direita é encontrar alguém que herde os votos do bolsonarismo. Mas Bolsonaro não confia e não vai deixar ninguém na janelinha", concluiu.

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