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Bob Fernandes relaciona ofensiva contra o Pix a interesses de big techs e do sistema financeiro norte-americano

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Bob Fernandes relaciona ofensiva contra o Pix a interesses de big techs e do sistema financeiro norte-americano

Segundo o comentarista, o Pix desafia modelos privados de intermediação financeira dominados por empresas norte-americanas

Bob Fernandes relaciona ofensiva contra o Pix a interesses de big techs e do sistema financeiro norte-americano

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 03 de junho de 2026 às 13:55

A disputa em torno do Pix, o avanço das plataformas digitais sobre o sistema financeiro global, o novo tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a atuação internacional do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foram temas abordados pelo comentarista durante participação no programa Três Pontos desta quarta-feira (3). Ao analisar a aproximação entre o parlamentar brasileiro e o governo norte-americano, ele afirmou que o episódio revela diferentes camadas de influência econômica, tecnológica e geopolítica que ultrapassam a discussão comercial imediata.

“Primeiro, que o artigo 3º, sessão 3, que é o único, na Constituição original dos Estados Unidos, o único tema é traição ao país. Eu fui conferir. São seis ou sete leis que se tratam disso. E esse é o único tema que está na Constituição inicial. E se o Flávio Bolsonaro fosse um cidadão americano, ele seria inevitavelmente condenado a prisão perpétua ou a pena de morte. Assim como Eduardo no ano passado, porque aquilo que ele está fazendo lá é considerado um crime de traição ao país”, disse.

Na avaliação do comentarista, a controvérsia envolvendo o Pix não se limita à investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil. Segundo ele, o sistema brasileiro tornou-se símbolo de um modelo alternativo aos mecanismos privados dominados por grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras internacionais. Fernandes argumentou ainda que o crescimento das plataformas digitais como meios de pagamento faz parte de um processo de “bancarização” global, no qual empresas buscam concentrar comunicação, consumo, crédito e transações financeiras dentro de seus próprios ecossistemas.

“O Pix é um problema que é muito maior do que parece. Porque as big techs estão desenvolvendo os seus próprios meios de pagamento para prender os usuários dentro dos seus serviços. Esse é um dos motivos pelos quais, não é só o risco do Pix, que é uma espécie de fintech estatal do Brasil, inspirar uma outra forma de pagamento internacional que não passe pelos cartões de crédito, que não passe pelo governo americano, pelo dólar”, afirmou.

Ao concluir sua análise, o jornalista relacionou o debate atual a processos históricos de influência política e econômica dos Estados Unidos na América Latina. Para ele, a aproximação de Flávio Bolsonaro com Trump ocorre em um contexto de disputas por soberania econômica, tecnologia e controle financeiro. “São muitas as camadas dessa coisa de dominação”, afirmou. Em seguida, criticou o silêncio de setores empresariais e de entidades representativas diante do tarifaço anunciado por Washington.

Confira o programa na íntegra: