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Luís Nassif aponta Trump e caso Master como entraves para corrida eleitoral de Flávio Bolsonaro
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Luís Nassif aponta Trump e caso Master como entraves para corrida eleitoral de Flávio Bolsonaro
Jornalista concedeu entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta segunda-feira (8)

Foto: Reprodução/Youtube
Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar nesta segunda-feira (8), o jornalista Luís Nassif afirmou que a ofensiva de Donald Trump contra organizações criminosas brasileiras é um “desastre” para o combate ao crime e pode ser usada para interferir politicamente no país. O jornalista também avaliou que os episódios envolvendo o Banco Master e Flávio Bolsonaro têm potencial para impactar o eleitorado decisivo da disputa presidencial de 2026.
“Essa questão da organização criminosa, você conversa com todo mundo aí que mexe, que enfrenta as organizações criminosas, e eles dizem que, para o combate ao crime organizado, essa medida do Trump é um desastre. Porque ele tira do FBI, tira do departamento de drogas e joga para a CIA. A CIA não tem nenhum interesse em combater organizações criminosas; o interesse dela é fazer parcerias para desestabilizar governos”, afirmou.
Segundo Nassif, a classificação de organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas pode abrir espaço para ações seletivas com impactos econômicos e políticos. Na avaliação do jornalista, o tema se conecta a discussões sobre fintechs, movimentação de recursos no sistema financeiro e ao caso do Banco Master. Ele também citou mudanças regulatórias implementadas durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central e afirmou que o Brasil dispõe de instrumentos diplomáticos e econômicos para responder a eventuais pressões externas, destacando o papel internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Você tem um eleitor, aquele que decide a eleição. Esses eleitores, eu acho que esse efeito do Banco Master aí, da conversa, da gravação do Vorcaro com o Flávio Bolsonaro, impactou. E tem muito mais coisa que vai aparecer”, declarou.
Ao projetar o cenário de 2026, Nassif afirmou que o núcleo mais fiel do bolsonarismo tende a permanecer inalterado, mas avaliou que o eleitorado moderado pode reagir a novos desdobramentos envolvendo Flávio Bolsonaro. Para ele, “a chance do Lula hoje é melhor”, embora por margem apertada. O jornalista também argumentou que um eventual quarto mandato de Lula dependerá da capacidade de apresentar uma agenda de futuro baseada em investimentos estratégicos, energia verde, terras raras e mudanças na política monetária.
Confira a entrevista na íntegra:
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