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Jornalista defende o fortalecimento do diálogo familiar e de políticas educacionais para enfrentar o problema

Foto: Reprodução/Youtube
A jornalista Joyce Ribeiro afirmou que a gravidez na adolescência não deve ser encarada como uma fatalidade, mas como resultado de uma série de falhas sociais, familiares e institucionais. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar nesta quarta-feira (10), durante o lançamento do seu terceiro livro, “Nem Cresci e Já Sou Mãe”, ela destacou a necessidade de ampliar o debate sobre o tema e fortalecer ações de prevenção.
Segundo Joyce, a gestação precoce envolve impactos que vão além da vida das adolescentes e de seus filhos, afetando também as famílias e toda a sociedade. “A palavra criança e gravidez não deveriam estar tão próximas. Precisamos cuidar desses meninos e meninas que precisam de informação e também pensar em todas as violências atreladas. Quando uma gravidez acontece, isso não é um fato isolado e que não poderia ser evitado. Muitas falhas nesse caminho aconteceram até que se chegasse nesse momento”, afirmou.
A jornalista também chamou atenção para os dados relacionados à maternidade entre meninas de 10 a 14 anos. Para ela, a redução mais lenta dos casos nessa faixa etária acende um alerta para situações de violência e abuso sexual. “É mais assustador ainda pensar que os números registram que o número de nascimentos de meninas entre 10 e 14 anos diminui de uma maneira muito mais lenta do que nas outras fases da adolescência. É aí que certamente entramos na questão de abuso e de violências dessas crianças”, declarou.
Joyce Ribeiro defendeu ainda que a prevenção passa necessariamente pelo acesso à informação e pela permanência dos jovens na escola. Segundo ela, políticas educacionais bem estruturadas e o diálogo dentro de casa são ferramentas fundamentais para enfrentar o problema. “A questão da educação é fundamental, o acesso a informações sérias e científicas, a condução e orientação em projetos pensados para a escola e o combate à evasão escolar. A facilidade de comunicação dentro de casa é outro ponto importante”, concluiu.
Confira entrevista na íntegra:
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