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Caso Henry Borel: Mariliz Pereira diz que decisão sobre mãe prestou "um desserviço enorme ao feminismo"
Jornalista criticou argumentos usados pela juíza no caso Henry Borel e afirmou que reação pública contra Monique Medeiros ocorreu pela morte da criança, e não por misoginia

Foto: Reprodução/YouTube
A jornalista Mariliz Pereira Jorge criticou a decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, e afirmou que os argumentos utilizados pela magistrada provocaram perplexidade até mesmo entre pessoas identificadas com o movimento feminista. Ao comentar o caso, Mariliz disse que a repercussão da decisão gerou uma reação rara de consenso na opinião pública.
"Eu acho que esse é um dos raros casos que a gente viu a opinião pública, assim, coesa. A gente não viu uma divisão muito grande como a gente tem visto ultimamente em grandes assuntos de repercussão popular", afirmou, em entrevista ao Jornal da Cidade, nesta quarta-feira (10).
A jornalista afirmou ter ficado surpresa com a fundamentação da sentença, especialmente pelas referências à misoginia e à pressão sofrida por Monique nas redes sociais. "Eu, no caso, que me identifico como feminista, para mim foi uma surpresa muito grande ela usar os argumentos que ela usou. Eu acho que ela prestou um desserviço enorme ao feminismo", completou.
Segundo Mariliz, a indignação popular não estaria relacionada ao fato de Monique ser mulher, mas à expectativa social de proteção materna em relação à criança. "Não, a ré foi perseguida porque aquilo até que eu escrevi na coluna. O movimento do pacto biológico, aquela coisa mais elementar, que é uma mãe proteger o seu filho", afirmou.
Mariliz ainda classificou como preocupante a utilização da repercussão nas redes sociais como elemento para a decisão judicial. "Ela trouxe essa agressividade das redes sociais, aí usou essa agressividade como uma moeda de troca penal. Eu acho que isso é uma coisa muito complicada para o direito".
Confira a entrevista na íntegra:
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