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Trump nunca escondeu o desejo de politizar a Copa do Mundo, afirma cientista político Guilherme Casarões
Para Casarões, restrições impostas pelos EUA evidenciam a politização da Copa

Foto: Reprodução/Rádio Metropole
O cientista político e professor Guilherme Casarões afirmou que a atual edição da Copa do Mundo tem sido marcada por uma forte interferência política por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista ao Jornal da Cidade, nesta quinta-feira (12), Casarões citou episódios recentes envolvendo restrições à entrada de participantes nos Estados Unidos.
"Não houve nenhuma outra Copa, que eu me recorde, em que houve o impedimento concreto de que pessoas participantes da Copa do Mundo ingressassem no país-sede", afirmou ao citar exemplos como o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de entrar nos país, e a descaso com Seleção iraniana.
Para o professor, a politização do Mundial era algo esperado dentro da atuação do presidente norte-americano. "Trump nunca escondeu o seu desejo de politizar a Copa do Mundo. Tudo para Trump tem que ter a cara dele, tem que ter a marca dele", avaliou. Casarões acrescentou que, diante da dimensão global do torneio, as decisões adotadas pelo governo acabam ganhando repercussão internacional.
"Eu vejo como algo muito lamentável que, aqui nos Estados Unidos, as pessoas não estejam se sentindo sequer bem-vindas a participar desse grande evento que é a Copa do Mundo", disse. Para ele, o torneio deveria representar um momento de aproximação entre os países, deixando temporariamente de lado disputas e tensões geopolíticas.
Confira a entrevista na íntegra:
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