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Médico sanitarista, Tiago Timóteo critica atrasos salariais e defende combate à precarização da medicina
Candidato ao Sindimed afirmou, em entrevista à Rádio Metropole, que profissionais chegam a acumular até cinco meses sem receber e cobrou mais fiscalização sobre cursos de medicina

Foto: Reprodução/YouTube
Candidato à presidência do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA), o médico sanitarista Tiago Timóteo afirmou nesta quarta-feira (17), em entrevista à Rádio Metropole, que o principal desafio da categoria é enfrentar a precarização das relações de trabalho e os frequentes atrasos salariais enfrentados pelos profissionais de saúde.
Segundo Timóteo, médicos que atuam sob contratos de pessoa jurídica (PJ) convivem com situações de insegurança trabalhista e chegam a enfrentar atrasos de três, quatro e até cinco meses nos pagamentos. "É inaceitável essa questão dos atrasos salariais. Boleto não espera, escola do filho também não espera", disse.
O candidato afirmou que a valorização profissional e a regularização dos pagamentos estão entre os principais pontos de sua plataforma para a eleição da entidade. Ele também defendeu uma atuação mais próxima do sindicato junto aos médicos do interior do estado, onde, segundo ele, existem formas específicas de precarização das condições de trabalho.
Críticas à formação médica
Durante a entrevista, Timóteo também demonstrou preocupação com a expansão dos cursos de medicina no estado. Segundo ele, a Bahia possui atualmente 37 escolas médicas e parte delas não oferece condições adequadas para a formação dos profissionais. O médico citou dados de avaliações recentes que apontariam desempenho insatisfatório de parte das instituições privadas de ensino médico e defendeu maior rigor na fiscalização dos cursos.
"É preciso tratar isso com muita seriedade, punir aquelas escolas que não têm qualidade de ensino e eventualmente fechar aquelas que não conseguem formar bons médicos", afirmou.
Atendimento e vínculos precários
Timóteo também criticou o modelo de atendimento baseado em metas de produtividade, que, segundo ele, reduz o tempo de consulta e compromete a relação entre médico e paciente. "O médico acaba perdendo um elemento fundamental da medicina, que é o olho no olho, o cuidado e a humanização", declarou.
Ao defender maior mobilização da categoria, Timóteo afirmou que o sindicato deve atuar tanto na cobrança por melhores condições de trabalho quanto na interlocução com governos, empresas e demais entidades médicas para combater a precarização da profissão.
Confira a entrevista na íntegra:
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