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Cardiologista alerta para risco de infarto durante jogos da Copa do Mundo: "Curta com moderação"
Guilherme Dahia explica como estresse e hábitos comuns em dias de jogos podem favorecer eventos cardiovasculares, especialmente em pessoas com fatores de risco

Foto: Reprodução/Rádio Metropole
Durante a Copa do Mundo, a emoção dentro e fora de campo pode refletir diretamente na saúde do coração. Em entrevista ao Metropole Saúde, nesta sexta-feira (26), o cardiologista Guilherme Dahia explicou que situações de forte estresse emocional, como partidas decisivas, podem aumentar a ocorrência de eventos cardiovasculares. Segundo o especialista, embora os casos sejam incomuns, a relação entre emoção intensa e alterações no organismo já é reconhecida pela literatura científica. "Qualquer evento que gere estresse provoca uma descarga de adrenalina, impactando diretamente na frequência cardíaca e na pressão arterial", afirmou.
Estudos apontam aumento de casos em dias de jogos
Dahia destacou que estudos identificaram crescimento no número de infartos durante grandes competições esportivas. Um dos exemplos citados foi um estudo realizado durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, que registrou um aumento de duas a três vezes na ocorrência de eventos cardiovasculares nos dias em que a seleção alemã entrava em campo, especialmente na partida contra a Argentina, decidida nos pênaltis. "Foi visto que quem mais sofre com isso são pacientes que já tinham doença cardíaca e, principalmente, os homens", explicou.
Hábitos durante as partidas também elevam os riscos
Além da carga emocional, o médico alertou que comportamentos comuns durante os jogos podem potencializar o risco cardiovascular. Consumo excessivo de bebidas alcoólicas, alimentação rica em sódio e gordura, privação de sono e a combinação de energéticos com álcool são fatores que sobrecarregam o organismo. Apesar disso, Dahia reforçou que assistir às partidas não deve ser motivo de preocupação excessiva. "Não estamos aqui para tirar o prazer de ninguém de assistir um jogo de futebol. Diversão e hobbies também fazem parte de um estilo de vida saudável. A mensagem é curtir com moderação", disse.
Como se prevenir
O cardiologista ressaltou que o infarto costuma ser consequência de fatores acumulados ao longo de muitos anos, como tabagismo, hipertensão, diabetes, colesterol alto, sedentarismo e histórico familiar. Embora casos em pessoas sem esses fatores possam acontecer, eles são considerados raros. "Via de regra, o que você precisa fazer para evitar um evento como esse é controlar os fatores de risco tradicionais e levar uma vida saudável. A atividade física é um grande pilar dessa prevenção", concluiu.
Confira a entrevista na íntegra:
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