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Dandara Ferreira estreia documentário sobre a CPI da Covid e defende preservação da memória da pandemia

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Dandara Ferreira estreia documentário sobre a CPI da Covid e defende preservação da memória da pandemia

Cineasta baiana diz que o documentário busca provocar reflexão sobre a condução da pandemia e preservar a memória de um dos períodos mais marcantes do país

Dandara Ferreira estreia documentário sobre a CPI da Covid e defende preservação da memória da pandemia

Foto: Metropress

Por: Metro1 no dia 01 de julho de 2026 às 18:40

A cineasta baiana Dandara Ferreira, diretora do documentário Anatomia do Caos, afirmou em entrevista ao Jornal da Cidade, nesta quarta-feira (1º), que o filme nasce da necessidade de preservar a memória sobre a pandemia de Covid-19 e provocar uma reflexão pública sobre o período. O longa teve pré-estreia no Cine Glauber Rocha, em Salvador, e chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (2). Após a exibição, a diretora participa de um debate com o público.

Segundo Dandara, o documentário acompanha os bastidores da CPI da Covid, que ela considera um recorte importante para compreender a condução da pandemia no Brasil. A diretora contou que passou cerca de sete meses em Brasília registrando reuniões e conversas de bastidor. "Eu sentia que ali tinha alguma coisa importante que precisava ser documentada", afirmou. Ela também explicou que utilizou uma câmera pequena, o que permitiu acompanhar os trabalhos da comissão com mais discrição e conquistar, aos poucos, maior acesso aos bastidores.

A cineasta destacou que o objetivo do filme vai além de revisitar a pandemia. "A memória é uma das coisas mais importantes para fortalecer a democracia", disse. Segundo ela, o documentário busca discutir responsabilização e lembrar um período que marcou o país. Dandara ressaltou ainda que mais de 700 mil brasileiros morreram em decorrência da Covid-19 e afirmou que "ninguém foi punido, ninguém foi preso e nunca houve um pedido de desculpas" pelo que aconteceu durante a crise sanitária.

Questionada sobre o lançamento em um ano eleitoral, a diretora afirmou que o filme não foi produzido com esse propósito, mas acredita que chega "no melhor momento possível". Para ela, a obra pode incentivar a população a revisitar acontecimentos recentes e promover um debate público sobre a atuação de personagens que continuam presentes na política brasileira.

Dandara também revelou que a escolha do 2 de Julho para a estreia nacional foi intencional. "Sou baiana e queria lançar o filme nessa data", afirmou. Segundo a diretora, o 2 de Julho representa "a Independência do Brasil" e merece maior reconhecimento nacional. Além de Anatomia do Cao*, Dandara dirigiu o longa Meu Nome é Gal (2023), sobre a trajetória da cantora Gal Costa.

Confira na íntegra: