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Advogada alerta para falta de assistência a adultos com TEA e cobra políticas públicas

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Advogada alerta para falta de assistência a adultos com TEA e cobra políticas públicas

Segundo a advogada, o país ainda carece de políticas públicas voltadas para adultos com TEA, especialmente após o envelhecimento dos pais e responsáveis

Advogada alerta para falta de assistência a adultos com TEA e cobra políticas públicas

Foto: Metropress/Fernanda Villas

Por: Metro1 no dia 09 de julho de 2026 às 16:00

A ausência de políticas públicas voltadas para adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um dos principais desafios enfrentados pelas famílias, segundo a advogada Lorena Raquelo. Em entrevista ao Metropole Mais, nesta quinta-feira (9), ela afirmou que, embora a discussão sobre o autismo seja frequentemente concentrada na infância, os direitos dessas pessoas permanecem na vida adulta e precisam ser acompanhados por políticas permanentes de assistência.

"A gente percebe muito mais essas leis voltadas para garantir o acesso na infância, mas, na verdade, esse adulto com TEA continua tendo os direitos", destacou. Segundo Lorena, a principal preocupação é o futuro dos autistas quando os pais, que normalmente assumem os cuidados, envelhecem ou deixam de exercer esse papel. "O que vai acontecer com esses adultos? A preocupação é justamente essa falta de política pública", afirmou.

Como alternativa, a advogada defendeu a criação de moradias assistidas com equipes multiprofissionais. "Precisaria de uma política pública voltada principalmente para moradia assistida, para que eles tivessem acolhimento com psicólogos, terapeutas e toda a assistência necessária", disse. Ela ressaltou que muitas instituições oferecem suporte apenas até a adolescência, deixando um vazio no atendimento à população adulta.

Durante a entrevista, Lorena também chamou atenção para os casos de diagnóstico tardio. Segundo ela, muitos adultos descobrem o transtorno apenas após enfrentarem dificuldades no ambiente de trabalho e problemas de saúde mental. "Tudo que é tratado e diagnosticado lá atrás ameniza lá na frente", afirmou. Para a advogada, identificar o TEA na vida adulta permite que trabalhadores tenham seus direitos reconhecidos e recebam adaptações que respeitem suas necessidades, reduzindo riscos de ansiedade, depressão e burnout.

Confira na íntegra: