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Furto de cabos causa prejuízo milionário à prefeitura, afirma novo diretor da Guarda Municipal
Ricardo Braz diz que crimes comprometem escolas, unidades de saúde e iluminação pública e defende atuação integrada entre órgãos

Foto: Luan Borges/Metropres
O novo diretor-geral da Guarda Civil Municipal (GCM) de Salvador, Ricardo Braz, afirmou que os furtos e roubos de cabos e fios têm provocado prejuízos milionários à capital baiana e vão muito além da área da segurança pública. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, nesta quarta-feira (15), ele destacou que esse tipo de crime compromete diretamente serviços essenciais, como saúde, educação e iluminação pública, além de gerar elevados custos para o município.
Segundo o diretor, a Guarda tem intensificado as ações para combater esse tipo de prática, utilizando inclusive viaturas descaracterizadas para surpreender os criminosos. As operações recentes resultaram na condução de três suspeitos à delegacia e na apreensão de uma grande quantidade de fios e luminárias furtados. "Nós temos alguns problemas que às vezes canalizamos para a segurança pública, mas as grandes cidades estão sofrendo muito com roubos de cabos e fios em escolas, monumentos públicos. Isso é um problema que não é só de segurança pública, é de saúde, educação", afirmou.
Ricardo Braz ressaltou que a atuação da Guarda é importante, mas não é suficiente para resolver o problema de forma isolada. Para ele, o enfrentamento desse tipo de crime depende da integração entre diferentes órgãos públicos e da participação da sociedade. "A segurança pública faz sua parte, mas ela não é onipresente. Precisamos envolver outros órgãos, não só do Estado, para tentarmos minimizar esse problema", explicou.
O diretor também fez um apelo para que a população contribua denunciando ações suspeitas e reforçou que cada cidadão pode colaborar na preservação do patrimônio público. "A gente precisa que a população nos ajude, que cada munícipe seja um síndico e entre em contato para colaborar", disse. De acordo com ele, a Prefeitura de Salvador desembolsa, em média, mais de R$ 1 milhão para repor cabos, fios e outros equipamentos furtados ou danificados.
Confira a entrevista na íntegra:
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