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Neurocientista diz que dependência da inteligência artificial afeta funcionamento do cérebro
Segundo a neurocientista, estudos já apontam uma inversão na tendência histórica de aumento do QI entre as novas gerações

Foto: Reprodução/Youtube
O uso cada vez mais frequente da inteligência artificial para executar tarefas do dia a dia pode estar provocando impactos no desenvolvimento cognitivo da população. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, nesta terça-feira (21), a neurocientista e especialista em desenvolvimento humano e comportamento, Dra. Cati de Castro, afirmou que a dependência dessas ferramentas faz com que o cérebro deixe de exercitar funções essenciais, o que pode comprometer a capacidade de raciocínio ao longo do tempo.
Segundo a especialista, o cérebro funciona como um músculo e precisa ser constantemente estimulado para manter seu desempenho. "O cérebro está literalmente mudando de forma, diminuindo sua camada protetora porque estamos delegando funções. O cérebro é um músculo: o que ele não utiliza, atrofia ou até desliga. A inteligência artificial gerou o que já chamamos da primeira geração menos inteligente da história", afirmou.
Dra. Cati destacou que, historicamente, cada geração apresentava evolução nos indicadores de inteligência, resultado de ambientes com mais estímulos, aprendizado e acesso ao conhecimento. "Ao longo das décadas, o QI sempre tendia a aumentar, porque as crianças cresciam em ambientes com mais estímulos e mais aprendizado. Esta é a primeira geração que apresenta queda de QI, e isso também é atribuído ao fato de delegar a função de pensar", explicou.
Confira entrevista na íntegra:
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