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Uso de IA para criar vídeos falsos pode levar à cassação de candidatura, alerta analista do TRE da Bahia

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Uso de IA para criar vídeos falsos pode levar à cassação de candidatura, alerta analista do TRE da Bahia

Em entrevista à Rádio Metropole, Jaime Barreiros Neto destacou riscos da inteligência artificial nas eleições e reforçou regras para propaganda eleitoral na internet

Uso de IA para criar vídeos falsos pode levar à cassação de candidatura, alerta analista do TRE da Bahia

Foto: Fernanda Vilas Boas/Metropress

Por: Metro1 no dia 24 de julho de 2026 às 09:33

O analista judiciário do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Jaime Barreiros Neto, alertou que o uso de inteligência artificial para produzir vídeos ou áudios falsos de adversários pode resultar em punições severas durante as eleições. Em entrevista à Rádio Metropole, nesta sexta-feira (24), ele afirmou que, se for comprovado que um candidato criou esse tipo de conteúdo, poderá ter o registro de candidatura cassado, ficar inelegível por oito anos e, caso eleito, perder o mandato e até provocar a cassação da chapa.

Segundo Barreiros Neto, a inteligência artificial tornou as campanhas eleitorais mais acessíveis, reduzindo custos de produção de conteúdo. Em contrapartida, ele afirmou que a tecnologia ampliou o risco de manipulação de imagens e áudios, intensificando o problema da desinformação. "O candidato consegue hoje fazer uma campanha mais barata, a IA facilita muito. Mas, por outro lado, existe a possibilidade de manipulação de vídeos e áudios, e isso é terrível porque a noção do que é verdadeiro e falso termina se perdendo", afirmou.

O analista destacou que a criação de conteúdos cada vez mais realistas pode comprometer a confiança do eleitor. "Quando você coloca uma pessoa para fazer algo que ela nunca fez ou dizer algo que nunca disse, isso gera um problema enorme, porque o eleitor deixa de confiar na imagem", acrescentou.

Jaime Barreiros Neto também lembrou que a propaganda eleitoral nas redes sociais deverá identificar de forma clara quando o conteúdo se tratar de publicidade eleitoral. Além disso, ressaltou que a legislação proíbe o impulsionamento pago de propaganda negativa, impedindo que candidatos invistam recursos para promover ataques a adversários.[

Confira na íntegra: