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Representante das escolas particulares diz que reajuste do piso deve respeitar limite financeiro
Presidente do sindicato patronal rebate críticas ao piso salarial e afirma que inadimplência e perda de alunos impedem reajustes maiores neste momento

Foto: Reprodução/Youtube
O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA), Wilson Abdon, afirmou que o sindicato patronal reconhece a necessidade de valorização dos professores, mas defendeu que as negociações salariais levem em conta a situação financeira das escolas particulares. Em entrevista à Rádio Metropole, nesta segunda-feira (27), ele disse que o diálogo precisa ir além da discussão sobre reajustes.
"Entendemos as dores dos professores e entendemos que precisamos melhorar, mas isso tem que ser na base da conversa, não só na base do pagamento", afirmou.
Durante a entrevista, Abdon rebateu declarações do coordenador-geral do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), Alysson Mustafa, de que a Bahia teria um dos piores pisos salariais por hora-aula do país. Segundo o representante do Sinepe, a comparação desconsidera que a maioria dos estados brasileiros sequer possui um piso definido para a categoria.
"Primeiro que a maioria dos estados não tem piso. Dos que têm, estamos na média", disse. Ele explicou que a convenção coletiva prevê dois pisos: um de R$ 14,40 por hora de 60 minutos, voltado à educação infantil, e outro para aulas de 50 minutos, destinado aos professores a partir do 6º ano do ensino fundamental.
O presidente do Sinepe afirmou que o sindicato não se opõe à elevação do piso salarial, mas ponderou que qualquer reajuste precisa considerar a sustentabilidade das instituições de ensino. "Não discutimos que o piso salarial não pode ser melhorado. A questão é até que ponto podemos melhorá-lo sem mexer na sustentabilidade das escolas. Se o custo fica muito caro, vamos perder alunos", argumentou.
Abdon também destacou que, nos dois últimos anos,houve reajustes acima da inflação. Segundo ele, em 2024 e 2025 os aumentos foram equivalentes ao dobro da inflação. Neste ano, porém, afirmou que o cenário econômico mudou, com crescimento da inadimplência e redução no número de matrículas. "O Sinpro sempre solicita a valorização e a gente vinha fazendo isso. Mas hoje vivemos uma realidade macroeconômica diferente, com aumento da inadimplência e perda de alunos. Não estamos em um cenário em que possamos continuar nesse ritmo", concluiu.
Confira na íntegra:
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