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"Nosso objetivo é prender", diz Coronel Magalhães ao rejeitar slogan "bandido bom é bandido morto"
Comandante-geral da PM afirmou que a corporação é treinada para cumprir a lei e classificou a PEC da Segurança Pública como uma medida positiva para fortalecer os estados

Foto: Metropress- Fernanda Vilas
O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Antônio Carlos Magalhães, afirmou que a missão da corporação é prender criminosos, e não executá-los, ao comentar a frase "bandido bom é bandido morto", frequentemente usada em campanhas eleitorais. Em entrevista ao Jornal da Cidade desta terça-feira (4), o oficial afirmou que a polícia não faz distinção entre "bandido bom" e "bandido mau". "Para nós, todos os bandidos são maus. Nós entendemos que o bandido deve estar preso. Se é bandido, está contrário à lei, contrário à ordem, ele deve estar preso", declarou.
O coronel ressaltou que o uso da força letal só ocorre quando há enfrentamento por parte do suspeito durante uma ação policial. "Se, nesse ato de prender o delinquente, o suposto bandido enfrenta a força do estado, ele vai ter a resposta à altura. E muitas vezes essa resposta pode vir até a neutralizá-lo de forma total. Mas nosso objetivo é prender. Nossa polícia é treinada para isso, para prender o infrator da lei, porque nós somos encarregados de fazer cumprir a lei", afirmou.
PEC da Segurança Pública
Ao ser questionado sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, Antônio Carlos Magalhães avaliou que a iniciativa representa um reforço para o setor e pode ampliar o suporte oferecido às forças policiais. Segundo ele, "toda e qualquer ação em prol da segurança pública será sempre bem-vinda". O comandante acrescentou que a proposta do governo federal busca "dar mais suporte para os estados" e às polícias na promoção da segurança pública.
O comandante afirmou ainda que a expectativa é de que a PEC avance, mas destacou que a prioridade da Polícia Militar segue sendo a preservação da ordem pública. "A gente está na expectativa de que aconteça, mas o principal objetivo é, no mínimo, manter o que a gente está fazendo de preservação da ordem e da paz", concluiu.
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