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Ricardo Kotscho vê Lula como favorito em 2026 e alerta para permanência do bolsonarismo
Escritor e jornalista concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta quinta-feira (13)

Foto: Reprodução/Youtube
Em uma análise sobre o bolsonarismo e as eleições à Presidência em 2026, o escritor e jornalista Ricardo Kotscho afirmou, em entrevista à Rádio Metropole nesta quinta-feira (13), que o movimento político deve permanecer mesmo após a saída de Jair Bolsonaro do cenário eleitoral. Para o jornalista, o bolsonarismo representa um dos principais desafios políticos do país atualmente.
“Isso é uma praga. Tem gente que estudou e se tornou bolsonarista. Tem quem faz isso por interesse, dinheiro, negócio, mas tem quem aderiu mesmo. E mesmo bolsonaro saindo de cena, e mais dia ou menos dias ele vai sair de cena, o bolsonarismo fica. Esse é o grande mal que fica.A gente vê isso pelas pesquisas, o Flávio apesar de ser uma figura mediocre, como que consegue ter 40% [das intenções de voto]? É lavagem cerebral”, afirmou.
Ao comentar a disputa eleitoral de 2026, Kotscho avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao pleito como favorito e apontou a possibilidade de uma vitória ainda no primeiro turno. “Todas as pesquisas o Lula está perto de ganhar no 1º turno, e ninguém fala nisso. Lula entra amplamente favorito e, Lula ganhando, vai ter que fazer governo de frente ampla verdadeiro e vai ter que ter mais lideres em torno dele, acho ele muito sozinho”.
Na avaliação do jornalista, o avanço do bolsonarismo também contribuiu para o enfraquecimento da direita tradicional e prejudicou a imagem das Forças Armadas. “Faz falta para a democracia uma verdadeira direita. O bolsonarismo acabou com a direita e prejudicou as forças armadas. A direita clássica praticamente acabou e as Forças Armadas nunca foram tão vilipendiadas como no governo do Bolsonaro", avaliou.
Durante o Jornal da Bahia no Ar, Kotscho também destacou o que considera serem as duas principais forças políticas permanentes no Brasil desde a primeira candidatura de Lula à Presidência, em 1989: o petismo e o antipetismo. "O antipetismo é a segunda maior força política do Brasil. O petismo é a primeira. Qualquer um que aparece contra o Lula tem votos, intenção de votos. Quem elegeu Bolsonaro foi a Lava-Jato. A Lava-Jato e a facada.”
Kotscho ainda defendeu que o próximo governo discuta o papel das Forças Armadas e afirmou que uma eventual nova gestão de Lula precisaria ampliar sua articulação política. “Esse é o grande norte que precisamos discutir no próximo governo: Qual o papel dos militares, coisa que até agora ninguém teve vontade de fazer. É preciso discutir e ver essa questão militar e ver como o mundo está hoje.
Confira a entrevista na íntegra:
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