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Leandro Demori diz que extrema-direita não aceitará derrota e prevê “anos de assédio” após eleição

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Leandro Demori diz que extrema-direita não aceitará derrota e prevê “anos de assédio” após eleição

Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta quinta-feira (20), jornalista afirmou que a extrema-direita já estaria preparando um discurso para questionar uma eventual derrota

Leandro Demori diz que extrema-direita não aceitará derrota e prevê “anos de assédio” após eleição

Foto: Reprodução/YouTube

Por: Metro1 no dia 20 de agosto de 2026 às 13:02

Atualizado: no dia 20 de agosto de 2026 às 13:57

A eleição presidencial de 2026 pode não encerrar a crise política no Brasil, na avaliação do jornalista Leandro Demori. Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar, nesta quinta-feira (20), ele afirmou que a extrema-direita já se prepara para questionar uma eventual derrota e relacionou o cenário brasileiro à instabilidade política e às disputas geopolíticas na América Latina.

“É uma eleição definidora, onde, eventualmente, a gente tá vendo que a extrema-direita não vai aceitar, de novo, o resultado das eleições. Já estão preparando essa cama, com a ajuda dos Estados Unidos. Vários países na América Latina já passaram pelo que a gente tá passando”, disse.

Para Demori, o risco aumenta diante da possibilidade de uma disputa decidida por uma pequena diferença de votos. Ele relatou ter ouvido de uma fonte ligada a pesquisas e campanhas eleitorais que o resultado pode ter uma margem estreita, o que, segundo o jornalista, abriria espaço para alegações de fraude e tentativas de contestar o resultado.

“A gente não vai terminar essa história na votação do primeiro e do segundo turno. [...] Essa eleição aqui, ela não termina em outubro. Eu tenho ouvido analistas internacionais aí que observam o Brasil de fora também”, apontou.

Ao ampliar a análise para a América Latina, Demori afirmou que o Brasil pode enfrentar um período prolongado de pressões e citou episódios recentes. “Possivelmente, a gente vai passar por um ciclo aí de muitos anos de assédio ao Brasil. Assédio territorial ao Brasil. Assédio, possivelmente, militar ao Brasil”, disse. Para ilustrar o que considera um cenário antes improvável, ele mencionou o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Na avaliação do jornalista, a eleição de outubro pode ser apenas o início de uma fase de maior tensão política e internacional para o país.

Confira a entrevista na íntegra: