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Ministro da Fazenda aponta escala 6x1 e juros do crédito como desafios para os próximos anos

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Ministro da Fazenda aponta escala 6x1 e juros do crédito como desafios para os próximos anos

Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, ministro da Fazenda também negou que o Brasil esteja próximo de uma crise fiscal

Ministro da Fazenda aponta escala 6x1 e juros do crédito como desafios para os próximos anos

Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

Por: Metro1 no dia 21 de agosto de 2026 às 09:41

Atualizado: no dia 21 de agosto de 2026 às 10:00

Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, nesta sexta-feira (21), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os principais pontos de atenção do governo federal para os próximos anos serão o fim da escala 6x1, q, e a discussão sobre juros cobrados dos consumidores em operações de crédito.

Durigan pontuou que a demanda por trabalhadores ainda segue muito alta. “Eles já não tem mais limite de horário, muitas vezes o deslocamento de casa para o trabalho toma mais tempo. Nosso foco é não retroagir nas melhorias que alcançamos. Mas tem alguns aspectos que têm que melhorar: jornada de trabalho e enfrentar o tema dos juros”, afirmou, ao pontuar que os juros cobrados no crédito, inclusive por fintechs, são abusivos e precisam ser enfrentados. 

Ainda durante a entrevista, o ministro afirmou que se indigna quando há a percepção de que as forças do mercado apoiam grupo político que governou o país até 2022, período em que Jair Bolsonaro estava na presidência. Segundo Durigan, naquele período foram aprovadas medidas que considera irresponsáveis, como aumento de despesas sem fonte de receita e o adiamento do pagamento de precatórios. "Respondo para o mercado que não entendo que se apoie forças que acabaram com a seriedade fiscal em 2022". 

Ele também criticou o tratamento dado a governos estaduais, principalmente aos que não estavam alinhados ao governo federal da época, durante a pandemia, além do que classificou como “orçamento fake”. Para o ministro, não faz sentido apoiar as forças políticas que, em sua avaliação, comprometeram a responsabilidade fiscal do país até 2022.

Confira a entrevista na íntegra: