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Em novo livro, Márcia Tiburi investiga relação entre misoginia e representação da mulher morta na cultura ocidental

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Em novo livro, Márcia Tiburi investiga relação entre misoginia e representação da mulher morta na cultura ocidental

Filósofa e artista plástica concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta terça-feira (25)

Em novo livro, Márcia Tiburi investiga relação entre misoginia e representação da mulher morta na cultura ocidental

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 25 de agosto de 2026 às 09:17

Atualizado: no dia 25 de agosto de 2026 às 09:32

Em entrevista à Rádio Metropole, nesta terça-feira (25), A filósofa e artista plástica Márcia Tiburi discutiu o que está por trás da produção do seu novo livro, "Ninfa Morta: Uma História do Ódio às Mulheres". Durante o Jornal da Bahia no Ar, ela comenta as relações entre a representação da mulher morta na cultura ocidental, a misoginia e a violência patriarcal.  

“A pergunta que orientava era: por que as mulheres são mortas na sociedade como são? E estamos vivendo uma espécie de epidemia. Mas por que, nos textos de história da arte, literatura, poesia, sempre aparece uma mulher morta, que chamei de ‘a ninfa morta’?”. 

Ela explica que para ela, a imagem da mulher morta atravessa a produção cultural ocidental e estabelece uma convergência com a realidade da violência contra as mulheres. Segundo a autora, não basta investigar cada caso de feminicídio isoladamente, mas compreender a violência como parte de um processo histórico e de uma estrutura social.

Tiburi também relaciona essa violência à forma como homens e mulheres são socialmente constituídos. Na sua avaliação, enquanto os homens são formados a partir de uma matriz de subjetivação associada à violência, as mulheres são educadas a partir do cuidado. “Todos os homens têm a autorização para agir com violência, mesmo que não façam isso. A cultura, o sistema, autorizam que eles ajam com violência”, afirmou. Segundo a autora, a estrutura contribui ainda para que elas sejam socialmente colocadas na posição de vítimas passivas dessa violência. 

Confira na íntegra: