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Historiador alerta para crescimento de discursos fascistas e crise nas perspectivas de futuro

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Historiador alerta para crescimento de discursos fascistas e crise nas perspectivas de futuro

Michel Gherman concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta quarta-feira (26)

Historiador alerta para crescimento de discursos fascistas e crise nas perspectivas de futuro

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 26 de agosto de 2026 às 09:30

Ao analisar o projeto do fascismo e as perspectivas de futuro na sociedade atual, o historiador e sociólogo Michel Gherman afirmou, em entrevista à Rádio Metropole nesta quarta-feira (26), que o mundo vive uma escalada do fascismo, ao mesmo tempo em que as sequelas históricas deixadas pelo movimento nas décadas passadas são esquecidas.

Originado na Itália em 1919 e liderado por Benito Mussolini, o fascismo tornou-se um regime totalitário após a Marcha sobre Roma, em 1922. Na Alemanha, o nazismo de Adolf Hitler representou sua expressão mais radical. O movimento atingiu o auge na década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, marcada pelo Holocausto, que matou cerca de seis milhões de judeus, além de milhões de outras vítimas.

Para Gherman, o que o mundo enfrenta é uma crise em que há uma queda da perspectiva liberal ao mesmo tempo em que se difunde uma visão de futuro ligada aos desejos alternativos do facismo. “Estamos na maior crise pós-1945. A memória sobre o genocídio desapareceu, e a gente está hoje pensando e relativizando outros genocídios que acontecem"

Ainda durante o Jornal da Bahia no Ar, o historiador relacionou o projeto do fascismo, que define como um projeto de destruição e de inviabilização da vida humana, à presença de uma agenda política. Segundo ele, o avanço de candidatos com discursos fascistas é um dos sinais do atual momento de crise.

“Estamos vendo candidatos e políticos com discurso claramente fascista ganhando eleições ou sendo cotados para ganhar eleições. Estamos em um momento muito crítico do mundo, não só pela guerra, mas por essa ausência de futuro que não seja fascista. A imaginação do fascista é o maior perigo que ele traz.”

Confira na íntegra: