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Janio de Freitas aponta plano para "perturbar eleição" por trás de ações de Mendonça no Caso Vorcaro
Durante o Três Pontos desta quarta-feira (2), o jornalista afirmou que participação de Paulo Gonet em evento ligado ao Banco Master não comprova envolvimento com Daniel Vorcaro e levantou hipótese de articulação eleitoral

Foto: Reprodução/YouTube
A atuação do ministro André Mendonça ao levar adiante informações que envolvem Alexandre de Moraes e ao expor referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, pode, segundo o jornalista Janio de Freitas, fazer parte de um plano maior para criar instabilidade e perturbar as eleições de 2026. Durante o programa Três Pontos, nesta quarta-feira (2), Janio levantou a possibilidade de o próprio Mendonça estar inserido nessa articulação e ressaltou que as referências a Gonet não comprovam qualquer envolvimento irregular do procurador com Daniel Vorcaro.
“Não havia má fé nenhuma nessa aceitação dele, nessa ida dele. Não teve nenhuma consequência no desempenho dele como Procurador-Geral da República [...] Ninguém me deu nenhum indício de que aceitar o convite para participar de um seminário sobre justiça e ter aceitado beber o uísque, não sei o que, comprometa moralmente uma pessoa”, disse sobre ida de Gonet ao seminário de Justiça.
Para Janio, a presença de Gonet em um seminário promovido por Vorcaro ocorreu quando o banqueiro ainda era visto publicamente como um empresário bem-sucedido, e não como alguém acusado de práticas criminosas. O jornalista também questionou a atenção dada às relações de Vorcaro com integrantes do Supremo em comparação com possíveis vínculos do banqueiro com empresários e veículos de comunicação.
“E é bastante possível que isso seja apenas uma etapa de um plano maior para perturbar a eleição. Isso pode ser apenas o início de alguma coisa planejada para eclodir com maior extensão. E não me surpreenderia nada que houvesse desdobramentos já devidamente planejados”, apontou.
Na avaliação de Janio, uma eventual estratégia poderia buscar desgastar a imagem de Moraes e atingir processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, embora ele próprio ressalte que os casos são juridicamente distintos. “O caso Vorcaro é um, o caso golpista é outro”, afirmou o jornalista, ao defender que a movimentação em torno do banqueiro não deve ser confundida com os processos relacionados à tentativa de golpe.
Confira o programa na íntegra:
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