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“É impossível dissociar a educação da inteligência artificial”, diz psicopedagoga do Colégio Montessori
Em entrevista ao Metropole Mais, Manuela Vasconcelos abordou como utilizar a IA como ferramenta de estudos e o impacto da tecnologia nos alunos

Foto: Fernanda Vilas/Metropress
A psicopedagoga e coordenadora do Colégio Montessori, Manuela Vasconcelos, defendeu o uso responsável da inteligência artificial (IA) e afirmou que a ferramenta pode ser uma poderosa aliada nos estudos. Em entrevista ao Metropole Mais, nesta sexta-feira (4), a educadora disse que “é impossível dissociar a educação da IA”, mas alertou que “nem tudo que ela coloca é seguro”.
“Usamos códigos para crianças não verbais, por exemplo. Temos personagens como o Dino, que ajuda na comunicação com elas, e todas as informações são passadas para uma planilha própria daquele aluno”, disse ao comentar a metodologia com IA no colégio. Ainda assim, ela ressaltou que é preciso ter cuidados. “Precisamos dos prompts corretos”, afirmou.
No Montessori, os estudantes recebem formação para o uso responsável das ferramentas de inteligência artificial. “Já ensinamos eles a usarem os parâmetros da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) para ajudar na resolução ou geração de questões. Estudantes mais velhos podem pedir para serem desafiados, podem pedir que a IA sugira questões mais difíceis para eles resolverem”, explicou.
Manuela trabalha com alunos do ciclo 2, que compreende estudantes do 4º ao 7º ano, com até 12 anos. Segundo ela, um dos maiores desafios está na construção do diálogo, já que as crianças estão acostumadas a receber respostas rápidas.
O processo de leitura e escrita também é afetado. “As crianças não querem ler e também não querem escrever. E, sem esse estímulo em casa, se torna mais difícil ainda. Se os pais não leem, ela não vai ler”, contou.
De acordo com a psicopedagoga, a ausência do ócio na infância também pode prejudicar o desenvolvimento das crianças. “Às vezes, os pais querem colocar a criança no balé, no judô, no inglês, e não sobra tempo para ela ficar parada, sem fazer nada. A criança precisa ser criança”, defendeu.
Confira a entrevista na íntegra:
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