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“Não dá mais para todo mundo se dizer jornalista”, afirma presidente da Fenaj

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“Não dá mais para todo mundo se dizer jornalista”, afirma presidente da Fenaj

“Não dá mais para todo mundo se dizer jornalista”, afirma presidente da Fenaj

“Não dá mais para todo mundo se dizer jornalista”, afirma presidente da Fenaj

Foto: Reprodução YouTube

Por: Metro1 no dia 10 de setembro de 2026 às 18:43

Durante entrevista ao Jornal da Cidade desta quinta-feira (10), a presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, defendeu a obrigatoriedade do diploma de nível superior para o exercício da profissão. A declaração ocorreu em meio ao debate sobre a quebra do sigilo da fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre o ministro Flávio Dino no Maranhão.

Segundo Samira, a entidade considera que houve quebra do sigilo da fonte no caso e avalia que a decisão do ministro Alexandre de Moraes abre um precedente preocupante para a categoria. “A gente de fato acredita que houve quebra do sigilo da fonte”, afirmou. Ela destacou ainda que o profissional possui registro de jornalista e é filiado ao Sindicato dos Jornalistas do Maranhão.

Para a presidente da Fenaj, a discussão sobre a formação profissional está diretamente ligada à proteção constitucional do sigilo da fonte. “Não dá mais para a gente conviver em uma sociedade em que todo mundo se diz jornalista, porque se todo mundo for jornalista, então todo mundo vai ter direito ao sigilo da fonte”, declarou.

Samira também afirmou que a Fenaj vem defendendo a formação superior junto ao Supremo Tribunal Federal. “A Fenaj procurou todos os ministros do STF, desde março do ano passado, batendo no gabinete de cada um, levando três memoriais e um deles é sobre a questão da formação de nível superior”, disse. Para ela, é necessário diferenciar quem exerce o jornalismo profissional de pessoas que apenas publicam opiniões nas redes sociais.

A jornalista criticou ainda o uso da autodeclaração profissional por pessoas que, segundo ela, podem utilizar a atividade para obter vantagens indevidas. “A sociedade não consegue perceber qual a diferença de quem tá simplesmente emitindo a opinião numa rede social e quem tá fazendo um trabalho jornalístico que mereça credibilidade, que mereça audiência, que mereça ser protegido pela Constituição”, afirmou.

Confira a entrevista na íntegra: