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“O custo não é compatível com outras grandes produções”, diz Alice Maciel sobre Dark Horse
Jornalista detalhou as apurações sobre o financiamento de Dark Horse e possíveis conexões entre empresas ligadas a Flávio Bolsonaro e o Careca do INSS

Foto: Reprodução YouTube
A jornalista Alice Maciel participou do Jornal da Cidade desta segunda-feira (14), quando detalhou duas reportagens sobre investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o empresário conhecido como Careca do INSS. Durante a entrevista, ela explicou os indícios levantados nas apurações e os pontos que ainda precisam ser esclarecidos pela Polícia Federal (PF).
Ao comentar o filme, Alice afirmou que a Polícia Federal questiona os valores envolvidos na produção. “A Polícia Federal aponta que o custo desse filme não é compatível com outras grandes produções”, disse. Segundo ela, o longa foi produzido no Brasil, mas conta com uma estrutura nos Estados Unidos e atores estrangeiros, o que levantou questionamentos sobre o destino dos recursos.
Alice explicou ainda que uma das principais questões da investigação é justamente identificar o caminho percorrido pelo dinheiro. “A PF quer saber para onde foi esse dinheiro do Vorcaro”, afirmou. De acordo com a jornalista, o relatório aponta que Flávio Bolsonaro participou diretamente das negociações, com pagamentos feitos por meio da Enter Investimentos, empresa investigada por sua relação com Daniel Vorcaro.
Empresas de Flávio e Careca do INSS
Sobre a investigação envolvendo o Careca do INSS, Alice relatou que uma empresa de capacetes ligada a Flávio Bolsonaro estava registrada no mesmo endereço em Brasília onde funcionavam outras empresas relacionadas ao empresário. “A empresa do Flávio Bolsonaro estava registrada no mesmo endereço de 16 empresas do Careca do INSS”, afirmou.
A jornalista contou que esteve pessoalmente no endereço e encontrou uma estrutura com diferentes salas e escritórios. Segundo Alice, havia uma empresa de contabilidade, a Voga, e uma sala ao lado que, inicialmente, teria sido negada como pertencente às empresas investigadas. “O advogado disse que aquela sala não era deles, mas os funcionários disseram que era”, relatou.
Alice também citou relações entre pessoas ligadas às estruturas empresariais. “A administradora do escritório de advocacia do Flávio, a Letícia Caetano dos Reis, é irmã do Alexandre Caetano dos Reis, que é contador e foi sócio do Careca do INSS”, afirmou. A jornalista acrescentou que o advogado Willer Thomas, que teria feito a apresentação entre pessoas envolvidas, também foi alvo de busca e apreensão durante as investigações.
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